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Jesus conta contigo!
 

Eduardo Bonnin Aguiló
Fundador do Movimento dos Cursilhos de Cristandade

“Aquele que disse ser: "aprendiz de cristão".

Biografia de Eduardo Bonnín Aguiló, Fundador do Movimento dos Cursilhos de Cristandade:

Nasceu em Palma de Maiorca, a 4 de Maio de 1917, na residência familiar, onde está hoje localizado o Bar Niza. Era o segundo dos dez filhos do casal Sr. Fernando Bonnín Piña e D.ª Mercedes Aguiló Forteza, “o Grande”, chamava-o o seu pai. Desde os primeiros dias a sua Mãe e o seu avô Jorge, “uma pessoa que marcou a sua vida”, cuidaram de lhe infundir o fundamental cristão: o amor de Deus e a importância de “fazer caminho” em companhia. É o marco principal da sua vida. Eduardo chega à juventude não só cheio de “espírito cristão”, mas também com uma inquietude inconformista, porque considerava que “a mensagem de Cristo era apresentada de forma desajeitada”. Tentou conhecer o pensamento de todos os escritores que estavam “na crista da onda” do espiritual, aprofundando o estudo da pessoa e da amizade.

Pelo deflagrar da Guerra Civil espanhola foi incorporado no serviço militar com 18 anos e a coincidência do referido evento com o início da II Guerra Mundial obrigam-no a permanecer no quartel durante quase nove anos. No quartel encontra-se com jovens que fazem alarde de “outros” valores muito diferentes dos que Eduardo tinha visto (conhecido) entre os amigos da sua juventude. Este período marca uma segunda etapa na vida e obra de Eduardo. Providencialmente cai nas mãos de Eduardo o texto de um discurso que Pio XII tinha feito aos párocos e pregadores de Quaresma de Roma. Foi (feito o discurso) no dia 6 de Fevereiro de 1940. O Santo Padre incita a procurar caminhos “novos”, diferentes dos habituais, para fazer que todos, mas muito especialmente os afastados, conheçam o Amor de Deus.
Três princípios se convertem nas diretrizes básicas do pensamento de Eduardo: O Amor de Deus, a Amizade e a Pessoa, especialmente os afastados. A partir daí dedicou toda a sua vida a desenvolver a conjunção destes princípios, expressando as conclusões num trabalho a que dá vida com o título de “O Estudo do Ambiente”.
O “Estudo do Ambiente” converte-se assim no “ponto de partida” daquilo que se conhecerá como Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Depois de assistir, em Lluc, durante a Semana Santa de 1943, ao II Cursilho de Adelantados de Peregrinos, que se celebrou para preparação da Peregrinação a Santiago em 1948, Eduardo considera que a estrutura do mesmo, ainda que com retoques substanciais, poderia ser útil para dar vida real aos princípios contemplados no “Estudo do Ambiente”.

Com estes membros e com o apoio maioritário do centro de Ação Católica de Felanitx, organiza-se e realiza-se o PRIMEIRO CURSILHO DA HISTÓRIA, de 20 (a 23) de Agosto de 1944 num chalé - “Mar i Pins” – em Cala Figuera (Santanyi), com Eduardo como Reitor, ladeado por José Ferragut e Jaime Riutort como dirigentes.
Assim nasceu o Movimento dos Cursilhos de Cristandade pela Graça do Espírito Santo.

Com os mesmos esquemas de lições, ou rolhos, utilizados em Cala Figuera, salvo mínimas alterações, fizeram-se mais quatro cursilhos entre 1945 e 1948, e todos os outros cursilhos que se celebraram até hoje. Incluído o cursilho celebrado em San Honorato em 7 (a 10) de Janeiro de 1949, ao qual, sob a “euforia” da Peregrinação a Santiago, se decidiu numerar oficialmente como o Cursilho nº. 1.

Eduardo já está no Céu fazendo Reunião de Grupo com o Pai e enviando a alegria da Ressurreição a todos os Cursilhistas do mundo, incitando ao apostolado para que todos, especialmente os afastados, saibam que Deus nos ama.

Há uma Fundação com o nome de FEBA (Fundação Eduardo Bonnín Aguiló) que foi criada há alguns anos para preservar os livros, documentos e escritos de Eduardo Bonnín Aguiló. O endereço eletrônico da sua página da Web é http://www.feba.info

Homilia do Bispo D. Jesús Murgui: HOMILIA NA MISSA EXEQUIAL EM SUFRAGIO DE EDUARDO BONNÍN AGUILÓ, INICIADOR DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE La Seu, 12 de Fevereiro de 2008 (1Cor 9, 16-19. 22-23 / Sl 22 / Mt 5, 1-12)>

Queridos irmãos:

Ao nosso Deus que é compassivo e misericordioso, recorremos nesta celebração nesta celebração eucarística que oferecemos pelo eterno descanso e pela salvação do nosso irmão Eduardo. E fazemo-lo neste tempo de graça, caminho para a Páscoa, que é a Quaresma, no qual a Igreja nos exorta a voltar para o Senhor, a converter-nos, a partir da decisiva contemplação do Amor de Deus plenamente manifestado na Paixão do Senhor, na Sua Morte e Ressurreição por nós. Nessa cruz, nesse amor, confia a nossa súplica por ele. E fazemo-lo com a esperança avivada pela sua longa vida consagrada, toda ela, como fiel cristão leigo, a anunciar a mensagem do Evangelho aos homens e mulheres do nosso tempo. Creio que podemos pensar que as palavras que São Paulo dirigia aos cristãos de Corinto e hoje a nós, cristãos do século XXI, ressoaram como um eco ao longo da vida de Eduardo. “Ai de mim se não anunciar o Evangelho” foi o grito existencial daquele que se classificou a si próprio, com frequência de “aprendiz de cristão”. Precisamente por isso, não foi, não pode ser para ele “motivo de soberba” nem o fez por “gosto próprio”, mas sim com a consciência claríssima de ter recebido uma missão. Missão que é especialmente para os outros, “tudo para todos para ganhar alguns a qualquer custo”, e isto “para participar” ele próprio, “dos bens do Evangelho”. São bem aventurados, disse-nos a leitura evangélica, “os pobres em espírito”, quer dizer, os que se fazem pobres para esperar tudo do Senhor, para confiar unicamente n'Ele, os que vivem desprendidos dos bens materiais e inclusivamente de bens e afetos espirituais para por apenas em Deus o seu coração. São-no também os “mansos e os sofredores”, os que escolhem outras vias que não as da força e do protagonismo para se fazerem presentes (imporem) e fazer presente (impor) a sua mensagem na sociedade, porque sabem que a mensagem do Evangelho não é algo que surja das suas ideias ou elucubrações, (porque sabem) que pregam algo muito maior que eles próprios, algo de que são mensageiros, simples comunicadores. Algo tão grande que podem passar uma vida humana longa em anos e pródiga em acontecimentos como simples “aprendizes”. Isso devemos ser todos, irmãos, na docilidade plena e constante ao Espírito Santo, ao que Ele nos pedir, às suas luzes e às suas graças. E como negar algo a Deus quando no-lo pede por Seu próprio Filho feito homem, que experimentou a nossa debilidade e tentações, o sofrimento e a morte, quando o encontramos na ressurreição e nos envia o seu Espírito para tornar possível qualquer coisa, ainda que sintamos que nos supera de forma acrescida? Porque Eduardo, e quantos com ele compartilharam aqueles começos, o entenderam assim, quiseram comunicá-lo aos outros e iniciaram o movimento dos Cursilhos de Cristandade, chamado a expandir-se pelo mundo inteiro, a atravessar a catolicidade da Igreja, a influir noutras confissões cristãs. Como todos os iniciadores tiveram que superar dificuldades e incompreensões. E isto recorda-nos a última das bem-aventuranças proclamada hoje. A dos perseguidos por causa do Evangelho. Acima de tudo os mártires. Mas também os que sofrem incompreensão por causa do zelo do Senhor, por querer expandir a sua Palavra por formas ou modos que chocam com o ambiente ou com costumes estabelecidos que parecem imutáveis. Principalmente quando há que aproximar-se dos afastados, propagar ou tornar presente em ambientes que parecem impermeáveis, e o são humanamente, “o fundamental cristão”, como gostava de dizer Eduardo, isto é, que “Deus nos amou primeiro e nos enviou o Seu filho como propiciação”, resgate, salvação gratuita oferecida à humanidade sem distinção. Amá-lo a Ele brotará depois, mas sempre como consequência do pasmo causado pela descoberta de tão imensa grandeza.

Peço a Deus que o fogo então acendido naqueles primeiros Cursilhos de Cristandade, e que fizeram arder de fé em Cristo tantos homens e mulheres, sacerdotes, religiosos e leigos de todo o mundo, continue a iluminar o caminho de tantos fiéis cristãos que, no Movimento, em família, dentro da Igreja, hão-de continuar a contagiar a fé, o entusiasmo, as cores dum cristianismo vivo, comprometido e transformador de vidas cheias da experiência do que é ser filho de Deus. Que, pela graça do Espírito Santo, sempre dentro da comunhão de fé e de missão que é a Igreja, este fogo não se apague e que a sua herança seja fecunda. Fogo e herança com os quais, por graça de Deus, ele tanto se comprometeu, junto com outros desde os inícios, ele, que, provavelmente, será o cristão leigo mais universal da Igreja de Maiorca em todo o século XX, e que culminou a sua peregrinação nesta vida e neste mundo, e a quem pomos piedosamente nas mãos de Deus, nosso Pai.

E agora irmãos, não quero deixar de fazer uma referência ao ambiente próprio, eclesial e humano, em que nasceu e cresceu Eduardo, e isto na sua própria língua: (Nota: O boletim é omisso quanto às palavras que terão sido pronunciadas em maiorquino).

Testemunho de Jesús Valls em nome de todos os cursilhistas do mundo:

Obrigado, obrigado a todos por estarem aqui presentes e por acorrerem ao que se pretendia em torno da pessoa de Eduardo Bonnín. Obrigado às autoridades cursilhistas de todo o mundo aqui presentes, tão destacadas como a do presidente do OMCC, Sr. Juan Ruiz e a presidente do Secretariado Nacional de Espanha, Dª. Maria Dolores Negrillo. Assim como aos directores espirituais destes organismos e a tantos outros em representação de todos os cursilhistas do mundo. Pois isto resume e simboliza a unidade universal do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, o reconhecimento a Eduardo Bonnín e o apoio ao carisma fundacional. Obrigado também à diocese presidida por Mons. D. Jesús Murgui, que tantas demonstrações de apoio nos proporcionou – à família e aos cursilhistas de Maiorca – nestas horas tão difíceis e por esta celebração em reconhecimento deste insigne leigo, fundador dos cursilhos, como movimento espiritual, activo há décadas, nos cinco continentes. Quero ser porta-voz da gratidão pelas centenas de mensagens de condolências e apoio recebidas dos mais variados lugares de todo o mundo, entre as quais não podemos deixar de destacar, as do Cardeal Rilko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, do Estado do Vaticano e a do também Cardeal Josef Cordes, amigo pessoal de Eduardo Bonnín e autor do Livro “Signos de Esperanza” (“Sinais de esperança – retrato de sete movimentos eclesiais”) … Obrigado a todos os amigos de Eduardo. Quisera neste momento, em nome de todos os que nos sentimos acompanhados nesta vida com a sua amizade, sempre disponível para aclarar com o seu especial carácter a solução para os nossos maiores problemas, em cumplicidade com o seu Cristo vivo, sendo, além disso, quem no-lo deu a conhecer como normal e próximo. Dizer-vos que para além da dor pela sua indescritível perda e do vazio que hoje sofremos pelo jejum da sua presença, devemos começar a alimentar com renovada mentalidade a invocação da sua intercessão para o êxito dos nossos ideais.

Queridos amigos! Eduardo também ressuscitou! E seguramente que de imediato porque depois desta vida em que alcançou o seu próprio ideal, não podemos dizer que está apenas a dormir o sono dos “justos” ainda que ele sempre repetisse a frase “digam ao justo que bem ”, mas devemos admitir a expressão: Terás o bem, Eduardo, por teres conseguido que os mais possíveis vivam alegres, sabendo que Deus os ama! Agora que continuaremos, com o seu apoio, a viagem desde a pele do homem ao coração do homem, para ir partilhando, em amizade, a aventura de ir sendo pessoa, iremos escutando, em sua vez, os ecos do certo, a voz de guia a uma santidade normalizada na nossa vida quotidiana. Contentes mas não satisfeitos, para dar ao mundo um escândalo de esperança, em procissão microscópica do grande amor de Cristo, invocando a Virgem do Detalhe, para continuarmos fiéis ao Evangelho que não passa, não pesa nem pisa, abertos e atentos para o levar ao coração dos mais possíveis, qual encarnação do pretendido, pela via da normalidade e sempre mediante a amizade, até à culminação do possível. Já há reitor para o cursilho do céu em que se cantarão as mañanitas com a sua canção… Que detalhe Senhor tiveste comigo, quando me chamaste, quando me escolheste, quando me disseste que tu eras meu amigo! Que detalhe Senhor tiveste comigo! Aplaudindo o sacrário em que já estás presente, assim nos despedimos (de ti), tal como continuaremos neste tempo. Tempo hábil, tempo feliz, grande Eduardo, Cristão Bonnín, enche nossa alma de pleno sentido a amizade de um aprendiz.

Até todos os dias e sempre.

Adeus chefe! Adeu Amic!

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De Colores!

O nosso amigo foi para o céu com uma multidão de orações e recordações de amigos, leigos, sacerdotes, bispos e cardeais, de todas as partes do mundo. Que Deus o receba de braços abertos.

Despedimo-nos novamente pedindo a Nosso Senhor que nos mantenha unidos no Seu amor a amizade.

De Colores.

Juan Ruiz
Presidente – OMCC
ORGANISMO MUNDIAL DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE

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BOLETIM MENSAL – 01 MARÇO 2008
Tradução: G Silva – MCC Santarém

 
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