Jesus conta contigo!
 

MCC do Brasil - Assessor Eclesiástico - Nacional
Pe. Francisco Bianchin (Pe. Xiko).
Carta nº 01 (jul/2016).

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A violência é um sintoma.

Somos constantemente chocados com o aumento da violência, com a brutalidade e frieza com que ela é praticada. Necessitamos olhar para o que há por trás do que ocorre para podermos entender os motivos que, cada vez mais, tornam a sociedade tão violenta.

Vivemos em uma sociedade que não cuida da ética, da moralidade, dos valores humanos; que só oferece valores instáveis como se o ser humano fosse capaz de dar conta sozinho de suas necessidades. Muitos vivem como se Deus não existisse.

A maioria das pessoas não tem limites, aliás, as crianças e jovens estão se criando sem saber o sentido dessa palavra e se tornam adultos sentindo-se autossuficientes; cada um parece que é dono de si mesmo e pode fazer tudo o que quer sem precisar prestar contas a ninguém com a certeza de que as leis são brandas e nada vai lhe acontecer.

Uma sociedade que promove relações líquidas, que criou uma cultura de direitos, sem os correspondentes de deveres; que propõe liberdade sem cobrar responsabilidade; que rejeita a renúncia, o sacrifício, a austeridade e que prega o bem estar a qualquer custo, não tem como não ser violenta.

Uma sociedade cujas famílias gastam muito mais tempo com internet, a TV fala mais alto que o pai e a mãe; os supérfluos tornaram-se essenciais, esquecendo o tempo para o diálogo, para a convivência, para o estar juntos; a rua tornou-se mais importante que a casa, não pode dar certo.

O problema é cultural. Se não mudarmos de mentalidade em relação à educação, desde o seio materno, passando pela escola, pelo poder constituído e pela sociedade como um todo, dificilmente poderemos ter uma sociedade harmônica em que as pessoas tenham o direito de ir e vir e de viver sem medo dentro de suas casas.

Todos nós detestamos a violência, desejamos a paz, o convívio sadio e saudável, mas é necessário que trabalhemos seriamente para mudar a cultura do ter, do prazer e do poder sem limites tornada fim e não meio que se instalou vertiginosamente em nossa sociedade.

Precisamos, pois, com urgência resgatar esses valores que, a pretexto de modernidade, foram-nos roubados.

 

Pe. Xiko, SAC

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