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Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil – setembro 2012 (157ª.)

“E como a chuva e a neve que caem do céu para lá não voltam sem antes molhar a terra e fazê-la germinar e brotar, a fim de produzir semente para quem planta e alimento para quem come, assim também acontece com a minha palavra: Ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão” (Is 55, 10-11).

Meus muito amados leitores e leitoras, a todos desejo que possamos ser um terreno fértil para receber a Palavra, dela sendo fiéis anunciadores e missionários:

Na Carta do mês de setembro do ano passado, refletimos sobre um dos parágrafos mais importantes da Exortação Apostólica VERBUM DOMINI (VD) sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja, ou seja, sobre a “Cristologia da Palavra”.

Proponho que neste mês continuemos nossa reflexão em torno do mesmo documento que, por tratar da Palavra de Deus, permanece sempre atual e motivador, agora sobre a “Missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo”. Detenhamo-nos, pois, sobre os dois parágrafos iniciais: “A Palavra que sai do Pai e volta para o Pai” (90) e “Anunciar ao mundo o “Logos” da Esperança” (91).

1. “A Palavra que sai do Pai e volta para o Pai”. Diante dessa afirmação, assim de simples, somos convidados a nada mais nada menos que mergulhar no mistério da identidade de Jesus – Palavra - com o seu Pai. Reflitamos sobre alguns passos a serem dados para podermos praticar esse “mergulho”.

a) O primeiro passo está em “desconstruir” a “imagem, conceitos ou palavras” que usamos ao referir-nos a Deus. Diz o Papa: “São João sublinha fortemente o paradoxo fundamental da fé cristã. Por um lado, afirma que «ninguém jamais viu a Deus» (Jo 1, 18; cf. 1 Jo 4, 12): de modo nenhum podem as nossas imagens, conceitos ou palavras definir ou calcular a realidade infinita do Altíssimo; permanece o Deus semper maior” (VD 90). Porque é importante esta “desconstrução”? Para não reduzirmos a figura de Deus à “nossa imagem e semelhança”, isto é, às nossas próprias limitações, por exemplo, quanto à figura do pai, hoje, em muitos casos, perverso com os filhos, vingativo com a esposa, etc.. Deus, lembra o Papa, é sempre maior. E então, assim “descontruindo” Sua imagem, que ideia faremos de Deus, querendo “mergulhar no seu mistério? A resposta vem em seguida, de maneira que já podemos nos aprofundar mais um pouquinho neste “mergulho no mistério” buscando “construir” um Deus como muito perto de nós, aliás, como um de nós, no nosso meio, participante ativo de nossos problemas, angústias e esperanças!

b) O segundo passo para o nosso “mergulho” no mistério de Deus quem nos ajuda a dar é a “Palavra que sai do Pai”: conhecedor de sua criatura limitada pela condição humana o Pai, pelo Filho-Palavra, assume o humano para introduzi-la no mistério: “Por outro lado, diz (S.João) que realmente o Verbo «Se fez carne» (Jo 1, 14). O Filho unigénito, que está voltado para o seio do Pai, revelou o Deus que «ninguém jamais viu» (Jo 1, 18). Jesus Cristo vem a nós «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14), que nos são dadas por meio d’Ele (cf. Jo 1, 17); de fato, «da sua plenitude é que todos nós recebemos, graça sobre graça» (Jo 1, 16). E assim, no Prólogo, o evangelista João contempla o Verbo desde o seu estar junto de Deus passando pelo fazer-Se carne, até ao regresso ao seio do Pai, levando consigo a nossa própria humanidade que assumiu para sempre “(VD 90). Já em um parágrafo anterior, encontramos algumas palavras carregadas de ternura para introduzir-nos no mistério de Deus: “O próprio Filho é a Palavra, é o Logos: a Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez-Se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós». Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz; agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré” (VD 12).

Meu irmão, minha irmã: ao participar da celebração eucarística você já se deu conta da breve oração pronunciada pelo celebrante ao misturar uma gota d’àgua no cálice com vinho? Não? Então, na próxima vez coloque-se em lugar desta gotinha d’água e repita, no silêncio do seu coração, mergulhando na divindade de sua própria humanidade: “Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho que se dignou assumir a nossa humanidade”.

c) O terceiro passo para o nosso mergulho total no mistério do Pai é trabalhar para deixar que a Palavra que desce do céu cumpra a sua missão, “produza em nós o seu efeito: “Neste sair do Pai e voltar ao Pai (cf. Jo 13, 3; 16, 28; 17, 8.10), Ele apresenta-Se-nos como o «Narrador» de Deus (cf. Jo 1, 18). De fato, o Filho – afirma Santo Ireneu de Lião – «é o Revelador do Pai». Jesus de Nazaré é, por assim dizer, o «exegeta» de Deus que «ninguém jamais viu»; «Ele é a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15). Cumpre-se aqui a profecia de Isaías relativa à eficácia da Palavra do Senhor: assim como a chuva e a neve descem do céu para regar e fazer germinar a terra, assim também a Palavra de Deus «não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter executado a minha vontade e cumprido a sua missão» (Is 55, 10-11). “Jesus Cristo é esta Palavra definitiva e eficaz que saiu do Pai e voltou a Ele, realizando perfeitamente no mundo a sua vontade” (VD b). Que tipo de terreno você tem preparado na sua vida para nele deixar cair e receber a Palavra e para que ela produza seus efeitos em sua vida, voltando depois para o seio do Pai carregada de frutos? (cf. Jo 15,5).

2. “Anunciar ao mundo o “Logos” da Esperança. Neste mês da Bíblia, mês da Palavra, mais numa vez somos lembrados pela VD, maneira enfática, que não somos tão somente discípulos, mas que devemos ser igualmente missionários. Dois pontos chamam a nossa atenção motivando-nos para a tarefa que o Senhor nos confia.

a) Somos “não só destinatários da revelação divina, mas também seus arautos”. Quem se deixa encharcar com a Palavra, necessariamente dela se torna anunciador. Se “O Verbo de Deus comunicou-nos a vida divina – diz a VD – que transfigura a face da terra, fazendo novas todas as coisas”, da mesma forma ela nos renova para sermos seus eficientes missionários. Ademais, contamos com o “Espírito do Ressuscitado que habilita a nossa vida para o anúncio eficaz da Palavra em todo o mundo”. Acentua a VD que a Palavra se difunde por meio da pregação e do testemunho, dando-nos como exemplo o Apóstolo Paulo: “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20) e exclama: “Ai de mim de mim se não evangelizar” (1Cor 9,16). Cremos nessas afirmações? No nosso estado de vida – família, profissão, relações sociais, etc. - estamos dispostos a vivê-las sem reservas? E o nosso Movimento, já assumiu sua dimensão missionária ou ainda prefere fechar-se nos seus pequenos grupos?

b) “O homem precisa da ‘grande Esperança’ para viver o seu próprio presente”. Efetivamente, não poderiam ser mais oportunas para o nosso mundo de hoje, tão marcado pela falta de esperança em todos os níveis, começando pela pessoa, do que as palavras que encerram este parágrafo da VD. Que elas possam ficar ecoando em nossos ouvidos e em nossos corações para podermos levá-las à prática: “Com efeito, o que a Igreja anuncia ao mundo é o Logos da Esperança (cf. 1 Pd 3, 15); o homem precisa da «grande Esperança» para poder viver o seu próprio presente – a grande esperança que é «aquele Deus que possui um rosto humano e que nos “amou até ao fim” (Jo 13, 1)». Por isso, na sua essência, a Igreja é missionária. Não podemos guardar para nós as palavras de vida eterna, que recebemos no encontro com Jesus Cristo: são para todos, para cada homem. Cada pessoa do nosso tempo – quer o saiba quer não – tem necessidade deste anúncio. Oxalá o Senhor suscite entre os homens, como nos tempos do profeta Amós, nova fome e nova sede das palavras do Senhor (cf. Am 8, 11). A nós cabe a responsabilidade de transmitir aquilo que por nossa vez tínhamos, por graça, recebido” (VD 91).

Com um abraço fraterno, despeço-me, desejando que todos possamos acolher a Palavra, assistidos e fortalecidos por Aquela que foi a primeira a acolher a Palavra, discípula missionária, a Virgem e Mãe Maria,

Pe. José Gilberto Beraldo
Segundo Assessor Eclesiástico Nacional - MCC do Brasil
E-mail: jberaldo79@gmail.com

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