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Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil – outubro 2014 (182ª.)

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos, e proclamar um ano aceito da parte do Senhor” (Lc 4, 18-19). “Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8).


Meus queridos irmãos e irmãs, companheiros de jornada no anúncio da Boa Notícia do Reino de Deus, discípulos missionários de Jesus:

Há muito, o mês de outubro foi instituído como o Mês das Missões. Ainda criança, frequentando o catecismo, éramos esclarecidos acerca da importância desta característica fundamental da Igreja de Jesus e éramos enviados a angariar fundos para o sustento das Missões. E o fazíamos de muitas maneiras, com muita criatividade. Pois bem, se hoje a visão do horizonte missionário muito se alargou, a motivação básica segue a mesma, agora com maior consciência e intensidade.

Considero um especial carinho do Senhor que, nesta carta de outubro, nossas reflexões sobre a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do nosso Papa Francisco, coincidam com o início do comentário do capítulo III “O Anúncio do Evangelho” pois, ainda que toda a EG seja uma “carta missionária”, o capítulo III é especialmente dedicado ao “anúncio da Boa Notícia”, algo que fazemos, precisamente, como discípulos missionários do Senhor!

1. Mês das Missões. ACampanha missionária de 2014 tem como tema: “Missão para libertar”, sendo o lema: “Enviou-me para anunciar a libertação”. Ainda que o conceito de “campanha” tenha uma conotação de limitação de tempo, no caso das Missões adquire dimensão de continuidade e de perseverança, pois se constitui no próprio mandato de Jesus aos seus seguidores: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). O “envio” ou a “missão” ou obra da evangelização abrange dois aspectos básicos: pessoal e da Igreja.

a) Missão de cada seguidor de Jesus. É sobretudo pelo testemunho de vida que o cristão pode e deve evangelizar. O Papa Paulo VI ressalta a “importância primordial do testemunho de vida”: “E esta Boa Nova há de ser proclamada, antes de mais, pelo testemunho... Assim, eles irradiam, de um modo absolutamente simples e espontâneo, a sua fé em valores que estão para além dos valores correntes, e a sua esperança em qualquer coisa que se não vê e que não se seria capaz sequer de imaginar. Por força deste testemunho sem palavras, estes cristãos fazem aflorar no coração daqueles que os vêm viver, perguntas indeclináveis: Por que é que eles são assim? Por que é que eles vivem daquela maneira? O que é, ou quem é, que os inspira? Por que é que eles estão conosco? ...Pois bem: um semelhante testemunho constitui já proclamação silenciosa, mas muito valiosa e eficaz da Boa Nova. Nisso há já um gesto inicial de evangelização” (EN 21)[1]. Ainda: “Finalmente, aquele que foi evangelizado, por sua vez, evangeliza. Está nisso o teste de verdade, a pedra-de-toque da evangelização: não se pode conceber uma pessoa que tenha acolhido a Palavra e se tenha entregado ao reino sem se tornar alguém que testemunha e, por seu turno, anuncia essa Palavra” (EN 24.) .

b) Missão de toda a Igreja – Povo de Deus. Ainda que óbvia essa afirmação, aliás brotada dos lábios de Jesus ao enviar seus discípulos, pode ser enfatizada pelas oportunas palavras de Paulo VI a respeito: «Foi com alegria e reconforto que nós ouvimos, no final da grande assembléia de outubro de 1974, estas luminosas palavras: "Nós queremos confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja"; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição (EN 14).

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Considerando as circunstâncias da nossa época cujos critérios e valores se opõem quase que diametralmente ao projeto do Reino de Deus (um consumismo exagerado, um relativismo quanto à verdade, um individualismo concentrador, uma sede insaciável do bem-estar e do comodismo inspirado e favorecido pela técnica cada dia mais refinada, uma busca irrefreável do ter e do poder etc.), alguém que deseje seguir os passos de Jesus sendo, na prática diária de sua vida, coerente com sua fé nos valores evangélicos, encontra não só dificuldades, mas, em alguns casos, até uma certa impossibilidade de ser testemunha dEle. Isso tanto no nível pessoal como comprometido como Povo de Deus, Igreja. Portanto, parece-me oportuna uma pergunta para este momento de reflexão: Quais são os pontos que mais dificultam a sua caminhada na busca de testemunhar a pessoa de Jesus nas suas circunstancias de vida? Que propósitos concretos você ou o seu grupo poderiam assumir para superar tais obstáculos e dificuldades?    

2. O Capítulo II da EG (110-176)

Devido à importância da reflexão acima e tendo com ela ocupado quase todo o nosso espaço, deixo aqui uma pequena introdução ao Capítulo II da EG esperando continuar na nossa próxima carta. Como se pode notar, não há pressa em terminar nossa síntese-reflexão  da EG tão importante é ela para o presente e o futuro da nossa Igreja. A clarividência, a prudência, a sabedoria do nosso Papa Francisco e a assistência do Espírito Santo à sua pessoa de Pastor do Povo de Deus, indicam-nos que estamos diante de uma proposta vital para a sobrevivência da própria Igreja Católica, mesmo que exista algum grupo ou grupos que insistam em afirmar o contrário... aliás, para desorientação de uma certa parcela do Povo de Deus! 

Introdução (110). Não pode haver verdadeira evangelização sem anúncio explícito e claro de Jesus. Anúncio esse que, como prioridade absoluta, há que ser “o jubiloso, paciente e progressivo de sua morte e ressurreição”. Quatro são os principais parágrafos: o primeiro, “Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho”; o segundo, “A homilia”; o terceiro, “A preparação da pregação” e o quarto, “Uma evangelização para o aprofundamento do querigma”.  Deles trataremos na próxima carta, assim permitindo-o Deus, nosso Pai.

Entretanto, com meu abraço carinhoso, deixo ao zelo e solicitude de todos a Oração do Mês Missionário,

 

Pe. José Gilberto Beraldo
Equipe Sacerdotal do GEN
E-mail: jberaldo79@gmail.com

Oração do Mês Missionário

Pai de Bondade,

nós te agradecemos pelo teu Filho Jesus

enviado para dar vida plena a toda criatura.

Dá-nos teu Espírito para que, libertos do egoísmo e do medo,

lutemos com coragem contra toda forma de escravidão.

Como Igreja missionária, renovamos nosso compromisso

de anunciar o Evangelho em toda parte.

E, com intercessão de Maria, alcançar a libertação prometida.

Amém.



[1] Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”, Paulo VI, 1975



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