Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil – novembro 2015 (195ª.)

“Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém!" (Rm 11, 33-36).

Muito amados no Senhor Jesus, leitores e leitoras, amigos de perto ou de longe, mas todos unidos, peregrinos no caminho de Jesus: paz, alegria e saúde para todos!

Sirvam como pano de fundo para nossa reflexão deste mês, o texto paulino aos Romanos lembrando que os “impenetráveis caminhos” do Senhor foram para nós revelados pelo seu Filho, Jesus. Lembramos, assim, que no seguimento do caminho de Jesus a que nos propusemos desde quando nos comprometemos em ser seus fiéis seguidores, vamos nos encontrando com inúmeros momentos distintos e condicionantes dos nossos passos. Ora serão momentos de cansaço; ora momentos de desânimo; ora de muita coragem e entusiasmo, de muito fervor, de encorajamento e de alegria esperançosa em apressar a caminhada.

As principais celebrações litúrgicas deste mês podem ser assumidas como aqueles momentos de retomada no caminho. Proponho, pois, que consideremos três momentos importantes para a vida de um seguidor do caminho de Jesus agora em novembro: a) Solenidade de todos os Santos, no dia 01; b) Comemoração dos falecidos, no dia 02; d) Solenidade de Cristo Rei, no penúltimo domingo, dia 22.

1. Solenidade de todos os Santos. “Como filhos obedientes, não moldeis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está escrito: ‘Sereis santos porque eu sou santo” (1Pd 1, 14-15). Ao celebrar uma solenidade dedicada a todos os santos, a sagrada liturgia quer sinalizar que nenhum dos que seguiram fielmente Jesus durante sua vida – chegando inumeráveis homens e mulheres até ao heroísmo da prática das bem-aventuranças evangélicas - pode ser ignorado, ainda que suas imagens não estejam sobre os altares. São os santos “anônimos”: consagrados e consagradas, vivendo voluntariamente reclusos nos mosteiros e conventos; monges e monjas escondidos nas suas celas silenciosas entregues unicamente à oração e ao trabalho; tantos religiosos e religiosas missionários, sacerdotes, bispos, leigos e leigas que entregaram suas vidas no anúncio da Boa Notícia do Reino. Com toda a certeza que a palavra de Jesus nos assegura, devem ter ouvido ao chegarem de volta à ternura do abraço de Jesus “quando ele vier em sua glória”: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me” (Mt 25, 31a; 34b-36).

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Você e/ou seu grupo estão bem conscientes de que o Senhor os chama à santidade? Ou seja, à prática da justiça, da solidariedade, do perdão, da partilha com os excluídos e marginalizados da sociedade? Que esperança nos move enquanto somos chamados a percorrer as pegadas de Jesus, Caminho, Verdade e Vida?

2. Comemoração dos falecidos e falecidas. . “E esta é a vontade aquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 39-40). Para quem se decide a palmilhar o caminho de Jesus crendo nEle firmemente, não existem nem as trevas da desorientação, nem as agonias dos atalhos plantados de espinhos, nem as desilusões dos rumos perdidos e, muito menos, o desespero da expectativa da morte. Para este peregrino, sem que jamais se apague, brilha um farol orientador. Brilha a luz de Cristo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz de vida” (Jo 8,12). Brilha a chama da esperança. Ilumina a sua caminhada a esperança da ressurreição. É assim que para o cristão não existe uma ou inúmeras reencarnações, e, sim a promessa que Jesus faz da ressurreição! Mais: quem finca o pé em duas canoas, corre o risco de se afogar!

É com estas certezas que nós, cristãos católicos, celebramos o tradicional Dia de Finados ou, também, Dia dos Fiéis Defuntos. Lembrando nesse dia os nossos queridos falecidos, levamos muitas flores aos seus túmulos e choramos, agora, de saudades mesmo que, em vida, nem sempre os honramos e respeitamos como mereciam. Mas, junto a esse e mesmo buquê de flores, ofereçamos a nossa oração por eles, entregando-os, mais uma vez, à ternura do eterno e abraço do Pai! Que suas almas e as de todos os fiéis defuntos descansem em paz!

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Ao estar presente numa missa (sétimo ou trigésimo dia, aniversário de falecimento) em sufrágio por algum falecido ou falecida, você é ainda do número dos católicos que ali estão para “prestar homenagem” ao defunto (a) ou comparece para juntar-se ao celebrante que suplica ao Senhor que os acolha no Seu seio: “Lembrai-vos dos nossos irmãos e irmãs...que adormeceram na paz do vosso Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes: acolhei-os na luz da vossa face e concedei-lhes, no dia da ressurreição, a plenitude da vida? Ou, quem sabe, saindo da igreja após a missa, dirige-se ao centro espírita para “conversar” com o defunto?

3. Solenidade de Cristo Rei. “Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: ‘Tu és o Rei dos Judeus”?... Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, o meu reino não é daqui”. Pilatos disse: “Então, tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu dizes que eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade, escuta minha voz” (Jo 18, 33b.36-37).

Sobre esta perícope evangélica, o teólogo espanhol José Antonio Pagola tece alguns preciosos comentários: Transcrevo um pequeno trecho: “‘Meu reino não é deste mundo’. Jesus não é rei no estilo que Pilatos possa imaginar. Não almeja ocupar o trono de Israel nem disputar com Tibério seu poder imperial. Jesus não pertence a esse sistema em que se move esse prefeito de Roma, apoiado pela injustiça e a mentira. Ele não se sustenta na força das armas. Ele tem um fundamento completamente diferente. Sua realeza em do amor de Deus para com o mundo. Mas, em seguida, acrescenta algo muito importante: “Eu sou o rei... vim ao mundo para dar testemunho da verdade”. É neste mundo onde quer exercer a sua realeza, mas de uma forma surpreendente. Ele não vem para governar como Tibério, mas para ser “testemunha da verdade”, introduzindo o amor e a ajustiça de Deus na história humana”.

Parece oportuno lembrar também que “quando Pio XI institui a festa de Cristo-Rei, no ano de 1925, queria reagir contra os excessos do ateísmo moderno e do clericalismo que tentava servir-se de Deus. Cristo é Rei par construir um povo real, livre de qualquer escravidão”. Copio do Apocalipse de São João: “Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que fez de nós um reino de sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1, 5-6).

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Esse Rei chamado Jesus, diante da disputa dos discípulos que queriam, cada um, ser o primeiro no Reino, lhes dá uma resposta definitiva: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos”(Mc 10,45). A lembrança de um Rei servidor e não patrão, que ensinamento traz ao grupo? Não é verdade que até dentro de algumas Comunidades eclesiais podem encontrar-se pessoas ou grupinhos e, até, no seio do clero, querendo “levar vantagem em tudo”? Ou querendo ocupar os primeiros lugares numa surda, mas não menos escandalosa luta pelo poder?

Continuando a palmilhar juntos nos caminhos da vida seguindo as pegadas de Jesus, desejo a todos as bênçãos e a graça do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Do servo e amigo,

 

         

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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