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Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil –novembro 2013 (171ª.)

“Fala a toda a comunidade dos israelitas e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,1; 11,45; cf 1Pd 1,16). Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 11, 15-16). “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou” (1Cor 15,12-13ss.).

Amados e amadas no Senhor Jesus, o Santo de Deus, Ressuscitado dentre os mortos, Vivo entre nós e garante de nossa ressurreição

No mês de novembro encontramo-nos diante de três preciosas fontes para nossa reflexão: a celebração de Todos os Santos (na Igreja do Brasil, no domingo, dia 03/11); a celebração dos Fieis Defuntos (dia 02/11); a celebração de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo (dia 24/11) e, no mesmo dia, o Domingo do Leigo e da Leiga. Por óbvia limitação de espaço, restrinjamos nossas reflexões em torno das duas primeiras fontes, uma vez que a vocação e missão do Leigo e da Leiga foram já sobejamente estudados, sobretudo depois do Concílio Vaticano II e, seguidamente, no Movimento de Cursilhos.

1. A santidade dos que nos precederam na fé.  Santos e santas são todos os que – conhecidos ou desconhecidos, elevados ou não à honra dos altares –, precedendo-nos no caminho do seguimento de Jesus, viveram intensamente a espiritualidade da experiência de Deus em todos os momentos de sua vida. Alguns o fizeram de maneira heróica, contrariando todos os critérios e valores de um mundo distante do projeto de Deus. Muitos o fizeram na vida normal de convivência social, familiar ou profissional. Outros, consagrados e consagradas pelos votos evangélicos, acrisolaram sua experiência de Deus no silêncio dos mosteiros e conventos. Entretanto, todos se distinguiram por caminhar nos passos de Jesus, visando construir o Reino de Deus, cada um em sua realidade, ou seja, o reino de justiça, de solidariedade, de amor, de fraternidade, de perdão e de paz. E foi essa experiência de Deus que, traduzida na prática diária, os levou à santidade. Quanto mais profundamente fizeram a experiência de Deus traduzindo-a em obras, tanto mais notáveis santos se tornaram!


Para a santidade somos todos vocacionados.  De fato, essa é a nossa vocação fundamental. Isso é confirmado tanto pelos textos bíblicos do Antigo Testamento, desde o Levítico, como, de maneira tão enfática, pelas repetidas promessa de Jesus e pelas afirmações do Apóstolo Paulo aos Coríntios. Desde criancinha, passando por um seminário e, até, pela vida consagrada num mosteiro beneditino, eu ouvia que para ser santo é “preciso imitar os santos”. E se apresentavam as figuras de inúmeros santos e santas canonizados pela Igreja. Mais tarde acabei por convencer-me de que o único ponto em que posso imitar um santo – seja ele qual for – é fazendo a experiência de Deus na minha vida. Pois cada seguidor do caminho de Jesus tem seu jeito de fazer essa experiência e vivendo num determinado tempo vai concretizá-la no seu dia a dia. O nosso tempo – inícios do século XXI – já não é o tempo de São Francisco de Assis, de Santa Teresa ou de São Bento. A experiência de Deus – como toda e qualquer experiência íntima – cada um e cada uma a faz pessoalmente. Se o exercício dessa maravilhosa experiência é comum a todos os santos que nos precederam, o traduzi-la na prática é singularmente diferente. De fato, podemos estar rodeados de santos: homens e mulheres, jovens e adultos, gente como a gente, que se consagrou a Deus ou constituiu família, que vai ao cinema, ouve música, ri, passeia... e acha tempo para rezar... Afinal, nós temos que ser santos e o seremos dentro das nossas circunstâncias ordinárias de vida. Ao referir-me à experiência de Deus na vida de cada dia de um seguidor de Cristo, parece-me oportuno lembrar que a essa experiência damos o nome de “espiritualidade”. Conceito esse que, na maioria das vezes ainda é confundido com somente dedicar tempo à oração, a exercícios de piedade, etc., quando, de fato, a espiritualidade é muito mais abrangente do que normalmente a entendemos. Ajuda-nos a bem entender sua dimensão um texto do conhecido Bispo D. Pedro Casaldáliga, lembrando que nossa espiritualidade é uma “espiritualidade cristã”: “À luz da fé cristã (há fé religiosa quíchua, fé religiosa islâmica, fé religiosa hindu) nós descobrimos a presença de Deus no cosmo, na vida humana e na história como amor gratuito e salvação precisamente porque Jesus, Filho de Deus e filho de Maria de Nazaré, com sua palavra, atividade, morte e ressurreição, nos faz entrar vitalmente nessa descoberta. A partir desse encontro de fé, nossa espiritualidade só pode ser “religiosa” (como voltada para o Deus vivo, revelado por Jesus) e “cristã” mesmo (como seguimento do próprio Jesus). O Deus de Jesus é o nosso Deus. Ele é a profundidade máxima de nossa vida. A causa de Jesus é a nossa causa. Nosso viver é o Cristo (Fl 1,21). Ele é nossa paixão e seu Espírito é nossa espiritualidade”.

2. Celebração dos Fiéis Defuntos: Entre tantos outros, podemos dirigir nossa reflexão para dois aspectos no dia que lembramos os Fiéis Defuntos: parentes, familiares, amigos, conhecidos e os inúmeros seres humanos que, durante este ano, deixaram a vida presente.


2.1. O primeiro aspecto é a saudade. Sofremos com a perda de tantos entes queridos. Lembranças boas ou não; tantos momentos de convivência durante a vida; enfim, por tudo isso dedicamos esse dia aos que nos precederam: visitas a seus túmulos, flores, velas acesas, lágrimas, orações... Um ou outro, até, pode estar derramando algumas lágrimas, não de saudade, mas de uma espécie de arrependimento, agora tardio, por ofensas, inimizades, injustiças e outras mesquinharias acontecidas enquanto ainda vivo o falecido! Tais manifestações não são somente legítimas, mas até necessárias para acalmar o nosso coração e aliviar nossa saudade.


2.2. O segundo é a nossa própria ressurreição que alimenta a nossa fé e esperança. Esse aspecto é característico para nós, cristãos, que alimentamos a nossa fé com as palavras e as promessas de Jesus, umas poucas citadas acima. Além das palavras acima citadas sobre a nossa própria ressurreição dirigidas aos Coríntios, São Paulo lembra o nosso destino final também ao discípulo Timóteo: “É digna de fé esta palavra: se já morremos com ELE, também com ELE viveremos...” (2ª.Tm 2, 11-13). É esta a razão mais profunda de nossa fé na nossa ressurreição. E, consequentemente, a razão de nossa esperança que não reside em meras promessas de futuras reencarnações e, muito menos, na visão dos espíritos daqueles que já morreram. São algumas propostas mais de caráter emocional ou sentimental, do que nascidas da fé em Jesus. Aliás, quantos são os católicos que, ao recitar o Credo, de manhã dizem “...creio na ressurreição dos mortos” e, à tarde, estão em outros locais para ouvir que vão se reencarnar ou à espera de que os espíritos lhes apareçam! Não é verdade, meu irmão, minha irmã, que você até já leu no Evangelho de S. João o que Jesus diz a Marta e que, hoje, está dizendo também a você: Jesus disse então: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê e, mim, não morrerá jamais. Crês nisto?” (Jo 11, 25-26).

Para terminar nossa reflexão para este mês de novembro, mesmo sabendo que você vai procurar o texto nas Cartas de Paulo, não resisto ao desejo de transcrever, até para facilitar sua reflexão, uma palavra definitiva dele sobre a ressurreição dos mortos: “E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também é a vossa fé. Se os mortos não ressuscitam, estaríamos testemunhando contra Deus que ele ressuscitou Cristo, enquanto, de fato, ele não o teria ressuscitado. Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também pereceram os que morreram em Cristo. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos, dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão” (1Cor 15,14-19).

Meu carinhoso abraço fraterno,

 

Pe. José Gilberto Beraldo
E-mail: jberaldo79@gmail.com

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