Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil n° 199 – março 2016

“Este é o dia que o Senhor fez para nós: exultemos e nele nos alegremos"! Sl 118 (117) (24).

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Caríssimos leitores e leitoras, companheiros e companheiras de peregrinação pelo caminho aberto por Jesus que, pela sua ressurreição, prenúncio também da nossa, nos leva ao terno abraço do Pai,

Escrevo-lhes no início de março, o Mês da ressurreição do Senhor Jesus, celebrada, neste ano, no domingo, dia 27. Até lá, estamos percorrendo o caminho da Quaresma do Ano Santo da Misericórdia, a tempo, portanto, de reafirmar nossos compromissos com as obras de misericórdia sobre as quais vem insistindo o papa Francisco, sobretudo na Bula que institui este Ano Santo. Ou, então, ainda a tempo de abandonar atalhos e desvios pelos quais tenhamos, talvez inadvertidamente, enveredado. Proponho, então que iniciemos nossas reflexões ainda sobre a Quaresma para, em seguida, em outros dois momentos, mergulharmos na celebração da Vida, isto é, na Páscoa da Ressurreição.

1. Quaresma do Ano Santo da Misericórdia. Leiamos com atenção as palavras do Papa Francisco na Bula sobre o Ano Santo da Misericórdia (MV), ao referir-se à Quaresma deste ano: “A Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus. Quantas páginas da Sagrada Escritura se podem meditar, nas semanas da Quaresma, para redescobrir o rosto misericordioso do Pai! Com as palavras do profeta Miqueias, podemos também nós repetir: Vós, Senhor, sois um Deus que tira a iniquidade e perdoa o pecado, que não Se obstina na ira mas Se compraz em usar de misericórdia. Vós, Senhor, voltareis para nós e tereis compaixão do vosso povo. Apagareis as nossas iniquidades e lançareis ao fundo do mar todos os nossos pecados (cf. 7, 18-19). (MV 17). Essas palavras, sobretudo a citação do profeta Miquéias, poderão nos ajudar em nossa preparação para a Páscoa.

No mesmo parágrafo, nós, católicos, somos convocados pelo nosso papa para uma iniciativa que ele chama de “24 horas para o Senhor”: “A iniciativa “24 horas para o Senhor”, que será celebrada na sexta-feira e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma, deve ser incrementada nas dioceses. Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão a aproximar-se do sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida. Com convicção, ponhamos novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior”.

Por oportuno, lembro a conveniência de procurar na sua paróquia ou diocese, na sua comunidade ou Movimento, que iniciativas serão tomadas nos próximos dias 4 e 5 de março para proporcionar a todos uma viva participação nessa providencial inciativa.

2. Páscoa é Ressurreição, promessa de Vida nova. Durante toda a sua vida, Jesus não se cansa de anunciar sua morte e ressurreição. Por isso, a ressurreição de Jesus é o mistério central da nossa fé. E, quase como uma conclusão dessa sua insistência, promete a ressurreição e a vida para os seus seguidores: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,25-26). Conscientes de nossas humanas limitações e cercados que somos por tantos sinais de morte – violência, injustiças, ódios, vinganças, falta de perdão, incompreensões, etc. – nem sempre é fácil para nós crer naquela vida nova prometida por Jesus aos seus seguidores. Contudo, na palavra de Jesus está a certeza de nossa própria ressurreição, isto é, de uma VIDA NOVA.

3. Páscoa é Vida nova, mãe da esperança. “Jesus falou ainda: ‘Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Aquela certeza, alimentada pela nossa perseverança em peregrinar no caminho aberto por Jesus, alimenta ou deveria alimentar no coração e na vida de cada peregrino, uma ESPERANÇA entre tantas trevas e escuridões da vida presente. “Tendo a luz da vida”, como nos diz Jesus, a luz de uma vida nova, aquela esperança transforma-se numa certeza da mais profunda aspiração do ser humano: chegar à PLENITUDE. Plenitude agora, no tempo presente, superando todos os obstáculos próprios de nossas limitações e plenitude no final de nossa existência, quando do tão ansiado e esperado encontro com o abraço de ternura e misericórdia do Pai eterno!

Ao fazer referência à esperança que deve alimentar a vida de um(a) seguidor(a) de Jesus, não resisto à tentação de citar algumas das palavras inspiradas do Papa Francisco na “Alegria do Evangelho” (EG). Sirvam elas como profunda reflexão também para seu grupo tanto para este período de preparação para a ´Páscoa como para toda a nossa vida. Ao referir-se ao fenômeno que ele chama de “desertificação espiritual”, ou seja, da construção de uma sociedade sem Deus, somos convidados à esperança: “Mas, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós, homens e mulheres. No deserto, é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E, no deserto, existe sobretudo a necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança”. Em todo o caso, lá somos chamados a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros. Às vezes o cântaro transforma-se numa pesada cruz, mas foi precisamente na Cruz que o Senhor, trespassado, Se nos entregou como fonte de água viva. Não deixemos que nos roubem a esperança!” (EG 86).

Conclusão. Depois destas considerações, podemos concluir que não é o Natal, como geralmente se pensa, a celebração mais importante para a Igreja. Para os seguidores de Jesus, é, sim, a Páscoa da ressurreição a celebração mais importante, mais alegre e mais esperançosa. Enquanto lá se celebra um nascimento, um início de caminhada divino-humana, aqui se completa a realização das promessas salvadoras de Deus ao seu povo. Páscoa da Ressurreição: “Este é o dia que o Senhor fez para nós: exultemos e nele nos alegremos”! Sl 118 (117) (24).

Essas são palavras de Jesus quando, aos seus discípulos, anuncia em parábolas a sua segunda vinda. Mas, também, a cada ano, ao se aproximarem as celebrações da Páscoa – neste ano dia 27 de março -, o tempo quaresmal constitui, de certa forma, uma preparação para no anúncio jubiloso da sua Ressurreição e da nossa libertação da escravidão do pecado e, consequentemente, da morte. E, neste ano, tanto uma vivência consciente da quaresma quanto as celebrações pascais deverão estar impregnadas pelo espírito do Ano Santo da Misericórdia.

É neste espírito e desde íntimo do meu coração sacerdotal – repetindo com vigor e entusiasmo as palavras do papa Francisco: “Não deixemos que nos roubem a esperança” que a todos os meus caríssimos leitores e leitoras desejo um comprometido final de Quaresma no seguimento do caminho aberto por Jesus que, na certeza da fé, a todos há de levar à Páscoa da Ressurreição, agora na liturgia, a, amanhã, no terno e eterno abraço do Pai!!

 

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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