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Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil – março 2014 (175ª.)

“Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, pois Ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6, 1-2).


Queridos irmãos e irmãs de peregrinação nos passos de Jesus:

Normalmente nossas Cartas, encabeçadas por alguma citação bíblica pertinente, apresentam reflexões sobre o tempo litúrgico ou sobre alguma celebração especial. Entretanto, como já foi dito na Carta anterior, devido à suma importância da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (EG), do papa Francisco, vamos dar continuidade à sua análise, ainda que sucinta, uma vez que, de maneira geral, as paróquias, as comunidades e movimentos eclesiais costumam ocupar-se daquelas oportunas reflexões e aplicá-las às suas realidades pastorais. Por exemplo, a partir da Quarta-feira de Cinzas, no dia 5 deste mês, inicia-se o Tempo Quaresmal que nos dará a oportunidade de acompanhar o itinerário da Paixão de Jesus até a segunda-feira da quinta semana da quaresma, no dia 7 de abril. No mesmo período, a tradição pastoral da Igreja no Brasil propõe a Campanha da Fraternidade a ser vivida intensamente por todo o Povo de Deus. Neste ano a CF apresenta o Tema “Fraternidade e Tráfico humano” e o Lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl. 5,1). Somos todos convidados a participar ativamente dessa providencial iniciativa da nossa Igreja no Brasil.

Continuemos, então, a considerar a introdução da EG. Tendo ressaltado, num primeiro momento, a alegria como seu tema central, o Papa passa para outros dois momentos, a saber: “A doce e reconfortante alegria de evangelizar” – do qual vamos tratar hoje – e “A nova evangelização para a transmissão da fé”, sobre a qual refletiremos na próxima Carta.

1. “A doce e reconfortante alegria de evangelizar” (n° 9-13). Abordada a dimensão de uma alegria sempre renovada e comunicante, nos parágrafos seguintes a Exortação estende a mesma alegria ao processo da evangelização. Ou seja, a alegria faz-se dinâmica, comunicativa, transformadora segundo os critérios e valores do Reino de Deus. Vejamos:

a) Reconhecer e buscar o bem do outro. A EG parte de um ditado conhecidíssimo e que está na prática cotidiana de qualquer ser humano, sobretudo dos que são mais sensíveis: “O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: «O amor de Cristo nos absorve completamente» (2 Cor 5, 14); «Ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16) (EG 9.)”

b) O verdadeiro dinamismo da realização pessoal que leva à alegria que pode expressar-se, também, na sua fisionomia: “Quando a Igreja faz apelo ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal. Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente, a missão. Consequentemente, um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral. Recuperemos e aumentemos o fervor de espírito, a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! (...) E que o mundo do nosso tempo, que procura ora na angústia ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo”(EG 10).

Pergunta para reflexão pessoal e/ou em comunidade: Ao ser convocado ou, melhor, convidado, para ser um instrumento do anúncio da Boa Notícia, você atende por obrigação? Ou porque não se encontra outro? Ou porque você não quer faltar à palavra dada? Ou porque você acha que é o único “dono” daquela verdade? Meu irmão, minha irmã, se assim for, você irá sempre com “uma cara de funeral”!!!

c) Os parágrafos 11 a 13 têm uma chamada tão instigante quanto motivadora: “uma eterna novidade”. Se a “novidade” é importante para toda e qualquer atividade humana, é de vital importância ao tratar-se do anúncio da Palavra de Deus, pois tal “novidade” procede do mistério do coração eterno de Deus manifestado através de Jesus. Assim se exprime a EG: “Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre os mesmos: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, “renovam-se suas forças, têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer”(Is 40, 31). Cristo é a “Boa Nova de valor eterno” (Ap 14, 6), sendo “o mesmo ontem, hoje e pelos séculos” (Heb 13, 8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. A Igreja não cessa de se maravilhar com a “profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência de Deus” (Rm 11, 33) (EG 11).

Para ainda mais reforçar a necessidade de se descobrir continuamente essa “novidade” é que, com muita frequência – sobretudo, os participantes do Movimento de Cursilhos, antes de cada ato ou reunião – invocamos aquela renovação que vem do Espírito Santo: “Vinde, Espírito Santo, ... Enviai, Senhor o vosso Espírito e renovareis a face da terra...”. Fundamental é cultivar uma mentalidade de renovação, sempre aberta ao “novo” que as circunstâncias e momentos da história apresentam como desafios ao nosso labor missionário. Se perdermos de vista o essencial – no caso dos Movimentos eclesiais, o seu carisma original – então corremos o risco de nos perder no acidental: tempo, método, expressões, etc. Ouçamos novamente a EG: “Com a sua novidade, Ele (Cristo) pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre “nova” (EG 1)”.

O Papa lembra, ainda, duas importantes dimensões dessa “eterna novidade”: a primeira é que “Jesus é o primeiro e o maior evangelizador”. Portanto, não podemos considerar a missão evangelizadora como “uma heroica tarefa pessoal”. Pois, “esta convicção permite-nos manter a alegria no meio de uma tarefa tão exigente e desafiadora que ocupa inteiramente a nossa vida” (EG 12). Ao mesmo tempo, enquanto buscamos estar abertos a uma “eterna novidade”, “também não deveremos entender a novidade desta missão como um desenraizamento, como um esquecimento da história viva que nos acolhe e impele para diante. A memória é uma dimensão da nossa fé, que, por analogia com a memória de Israel, poderíamos chamar “deuteronômica”. Jesus deixa-nos a Eucaristia como memória quotidiana da Igreja, que nos introduz cada vez mais na Páscoa (cf. Lc 22, 19). A alegria evangelizadora refulge sempre sobre o horizonte da memória agradecida: é uma graça que precisamos pedir... O crente é, fundamentalmente, “uma pessoa que faz memória” (EG12-13).

Pergunta para reflexão pessoal e/ou em comunidade: Como anda a sua abertura ao “novo” ou, melhor, à “eterna novidade”? Você, meu irmão, minha irmã, contenta-se em passar sua vida de evangelizador apegado a tradições que não mais fazem sentido para o homem e a mulher de hoje? Basta-lhes ficar insistindo no velho e surrado refrão: “no meu tempo é que era bom”? Nesse sentido, que novidade trazem para você e seu grupo, palavras, gestos e atitudes do nosso tão querido Papa Francisco e desta sua Exortação Apostólica?

Fica meu abraço carinhoso e fraterno, servo e irmão no Senhor Jesus, o “primeiro e maior evangelizador”,

 

Pe. José Gilberto Beraldo
E-mail: jberaldo79@gmail.com

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