Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil n° 201 – maio 2016

“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventanía que encheu a casa onde eles se encontravam. Então aparecerem línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, como o Espirito os inspirava” (At 2, 1-5).

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Caríssimos leitores e leitoras, para todos desejo uma intensa vivência do amor, da graça, da força e da iluminação do Divino Espírito Santo, a nós enviado pelo Pai e prometido pelo Filho, Jesus!

Tradicionalmente dedicado a Maria, Mãe de Deus, no mês de Maio deste ano ocorrem várias celebrações importantes para a vida da Igreja: São José Operário (liturgicamente não celebrado neste ano, por coincidir com o 6º. Domingo da Páscoa), Ascensão do Senhor (08/05), Pentecostes (15/05), Santíssima Trindade (22/05) e Corpus Christi (26/05). Proponho alguns breves pontos para nossa reflexão sobre cada um desses eventos. Assim podemos ir alimentando durante todo o mês a nossa caminhada, seguindo os passos de Jesus, acompanhando a vida que nos é oferecida pela liturgia.

1. Maria, Mãe de Deus, Mãe da Igreja. É sua pessoa, sua figura, seu testemunho que vão nos acompanhar, como um pano de fundo, durante todo o mês. Trata-se de uma saudável tradição mariana que não podemos relegar ao esquecimento, mas alimentá-la pelo menos com uma oração a cada dia que poderá ser à Mãe da Misericórdia. Neste Ano Santo da Misericórdia, podemos encontrar no final da Exortação Apostólica do papa Francisco, “O rosto da Misericórdia” (MV) uma oportuna e terna referência a Maria: Cito um pequeno trecho do início do parágrafo 24: “O pensamento volta-se agora para a Mãe da Misericórdia. A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo, para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus. Ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne. A Mãe do Crucificado Ressuscitado entrou no santuário da misericórdia divina, porque participou intimamente no mistério do seu amor”. Deixe que Maria continue a acolhê-lo com ternura materna no seu colo misericordioso! Deixemos repercutir em cada fibra do coração as palavras de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio Juanito “meu filho, o mais pequeno: “Porventura não estou eu aqui que sou tua mãe? “Não estás debaixo de minha sombra? “Não sou eu tua saúde?” “Não estás, porventura, no meu regaço”? (Nican Mopohua).

2. Ascenção do Senhor. É o momento da despedida terrena de Jesus dos seus discípulos. “Ressuscitado, já não morre, mas vive eternamente”, rezamos num dos prefácios pascais. Celebramos, pois, a vitória de Cristo sobe a morte, vitória que para os seus seguidores significa a esperança da futura ressurreição. Esperança que deveria alimentar nossa caminhada cristã, rumo ao Reino definitivo. Ainda que tenhamos que enfrentar dificuldades e crises. Outro momento importante dessa celebração está no envio dos discípulos para a missão: “Vós sereis testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu” (Lc 24, 48-49ª). Convençamo-nos de uma vez por todas de que “ser testemunhas de tudo isso” é responsabilidade de todos nós, de todo o Povo de Deus e não só da hierarquia.

3. Pentecostes. Ouçamos logo papa Francisco que sintetiza para nós na “A Alegria do Evangelho” (EG) o significado profundo de Pentecostes: “Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus, que cada um começa a entender na própria língua. Além disso, o Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contra a corrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras, mas sobretudo, com uma vida transfigurada pela presença de Deus” (EG 259. Nessa solene celebração assumimos, vinte séculos depois, a mesma e original missão confiada pelo Pai através do Espírito Santo, à Igreja primitiva, às primeiras comunidades de seguidores do Caminho, isto é, de Jesus. Somos, de novo, convocados para ser os responsáveis de uma “Igreja em saída”. Por favor, leia por inteiro o que, de novo, Francisco nos diz na EG: “Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes....Naquele “ide” de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova “saída” missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”(EG 20). E prossegue o papa: “A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os setenta e dois discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (cf. Lc 10, 17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai, porque a sua revelação chega aos pobres e aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Sentem-na, cheios de admiração, os primeiros que se convertem no Pentecostes, ao ouvir “cada um na sua própria língua” (At 2, 6) a pregação dos Apóstolos. Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está frutificando. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. O Senhor diz: “Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim” (Mc 1, 38). Ele, depois de lançar a semente num lugar, não se demora lá a explicar melhor ou a cumprir novos sinais, mas o Espírito leva-O a partir para outras aldeias (EG21). No contexto da uma “Igreja em saída”, lembro que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – acaba de realizar a sua 54ª.Assembléia Geral cujo tema central e extremamente oportuno foi “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”. Interessados, aguardemos o documento que deverá ser publicado em breve sobre o tema tão atual e provocativo.

4. Santíssima Trindade. Em nenhum dos quatro Evangelhos encontra-se a palavra “trindade”. Entretanto, Jesus faz constantes referências a um Deus que chama de “Pai”; a si mesmo intitulando-se “Filho” desse Deus, prometendo aos seus o envio da “Espirito” de Deus. E é fazendo a experiência desse Deus Trino– que Jesus pauta toda a sua vida. A Trindade Santíssima, aliás, foi e continua sendo objeto de aprofundadas pesquisas de teólogos e biblistas. Delas que resultam em inúmeras teses e suposições, chegando, apenas à conclusão de que se trata do mais fascinante mistério da fé cristã. E, apesar de ser tão profundo mistério, é o que está presente na vida dos cristãos quando, reverentemente, traçamos sobre nós mesmos uma cruz, repetindo: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Confessamos, então, a nossa fé num só Deus em três pessoas realmente distintas. Lembre-se disso ao fazer o “sinal da cruz” não de qualquer jeito, apressadamente, - alguns, até, como que espantando moscas! - mas traçando-o, com respeito, iniciando pela testa – a inteligência -, chegando, então, ao coração – centro da vida e do amor - e, depois, ao lado direito – força maior da ajuda e da solidariedade!

5. Corpus Christi – O Corpo de Cristo. Entre outras razões, diz-se que essa festa foi instituída para celebrar com mais solenidade, o Corpo e o Sangue de Cristo, uma vez que na Quinta-feira Santa o clima litúrgico convidava mais ao recolhimento. Seja lá como for, a festa do Corpo de Cristo está intimamente unida à Quinta-Feira Santa. De novo, vem lembrar-nos da presença real de Jesus Cristo nos sinais do pão e do vinho, nosso alimento e nosso sustento na peregrinação desta vida. Aliás, participando da tradicional procissão nesse dia, passando sobre tapetes e flores, erguendo bem ao alto o ostensório com a hóstia consagrada, manifestamos publicamente a nossa fé e nossa alegria ao percorrer o caminho de Jesus. Mais que uma atração turística, o enfeite das ruas pelas quais passará o Senhor, é a homenagem pública que a Ele prestamos nesse dia, já que não tivemos oportunidade de fazê-lo no recolhimento da Quinta-Feira Santa!

Desejando a todos santas e conscientes celebrações desse mês de maio, deixo-lhes meu abraço fraterno,

 

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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