Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil n° 198 – fevereiro 2016

“Sendo seus colaboradores, exortamos-vos a não receberdes em vão e graça de Deus, pois ele diz: ‘No momento favorável, eu te ouvi, no dia da salvação, eu te socorri’. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação" (2Cor 6, 1-2).

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Amados irmãos e irmãs, pacientes leitores e leitoras de nossas Cartas mensais,

Introduzindo...

Reuniões, Celebrações, Encontros, Assembleias, Retiros, etc. têm dinâmica própria, assuntos específicos, reflexões apropriadas, decisões pertinentes de instituições da Igreja. Entretanto, se todas as atividades próprias empreendidas por Movimentos, Comunidades Eclesiais ou Associações devem estar em comunhão com a Igreja, com maior razão, neste tempo quaresmal, devem estar impregnadas de um conteúdo que manifeste plena comunhão e participação de todos com e no Povo de Deus.

1. A Comunhão com a Igreja-Povo de Deus: Movimentos, Comunidades e demais Associações eclesiais. Ao fazer referência à plena comunhão com a caminhada e a missão do Povo de Deus, aproveitemos a oportunidade para voltar a uma reflexão sempre oportuna sobre esse assunto fundamental. Da prática e do efetivo exercício da comunhão com a Igreja de Cristo, depende a realização do Seu projeto que é a implantação do Reino Deus. Lembremos que o projeto de vida e da missão de Jesus, Ele o expressou logo no início de sua vida pública, na sinagoga de Nazaré. Ali, diante de seus conterrâneos que, afinal quiseram expulsá-lo, Ele declara, sem rodeios, que sua missão será anunciar e concretizar o Reino de Deus.

Pois bem, missão da Igreja; missão de cada seguidor de Jesus; missão de organizações, movimentos e instituições eclesiais. Fácil lembrar, mas nem sempre fácil de viver. Nas mais diversas circunstâncias e lugares são muitas as tensões nas quais, também nós dos Movimentos nos vemos envolvidos. Ora por inexata compreensão de seu carisma, ora por manipulação pessoal, tanto de leigos e leigas como da mesma hierarquia. Sobre o assunto, transcrevo dois importantes parágrafos da profética Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho” do Papa Francisco. O primeiro lembra-nos a riqueza dos carismas e que a garantia de sua autenticidade é seu reconhecimento pela Igreja (eclesialidade):

“O Espírito Santo enriquece toda a Igreja evangelizadora também com diferentes carismas. São dons para renovar e edificar a Igreja. Não se trata de um património fechado, entregue a um grupo para que o guarde; mas são presentes do Espírito integrados no corpo eclesial, atraídos para o centro que é Cristo, donde são canalizados num impulso evangelizador. Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmoniosamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos. Uma verdadeira novidade suscitada pelo Espírito não precisa fazer sombra sobre outras espiritualidades e dons para se afirmar a si mesma. Quanto mais um carisma dirigir o seu olhar para o coração do Evangelho, tanto mais eclesial será o seu exercício. É na comunhão, mesmo que seja fadigosa, que um carisma se revela autêntica e misteriosamente fecundo. Se vive esse desafio, a Igreja pode ser um modelo para a paz no mundo” (EG 130).

Já o segundo orienta o nosso comportamento face às diferenças e, até, às contradições que, tantas vezes, introduzem-se nas comunidades:

“As diferenças entre as pessoas e as comunidades por vezes são incômodas, mas o Espírito Santo, que suscita essa diversidade, de tudo pode tirar algo de bom e transformá-lo em dinamismo evangelizador que atua por atração. A diversidade deve ser sempre conciliada com a ajuda do Espírito Santo; só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Ao invés, quando somos nós que pretendemos a diversidade e nos fechamos em nossos particularismos, em nossos exclusivismos, provocamos a divisão; e, por outro lado, quando somos nós que queremos construir a unidade com os nossos planos humanos, acabamos por impor a uniformidade, a homologação. Isso não ajuda a missão da Igreja” (EG 131).

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. No seu Movimento ou no seu grupo acontecem o comportamento e a prática citados pelo Papa? Meu caro leitor, prezada leitora, você ou o seu grupo, têm buscado a comunhão através do diálogo e do entendimento caridoso, respeitando-se mutuamente na vivência do seu carisma? Têm buscado os responsáveis pelos Planos de Pastoral para esclarecer com eles, o carisma de seu Movimento ou Associação? Ou continua prevalecendo a crítica que tem gerado tanto mal estar na Igreja?

2. Vivência quaresmal e Campanha da Fraternidade 2016.

2.1. Quaresma. No contexto do que se acabou de considerar, proponho algumas reflexões que visam a ajudar os caros leitores e leitoras a vivenciar com maior comprometimento e responsabilidade tempo tão precioso para a vida cristã como é o tempo quaresmal, neste ano privilegiado que é o Ano Santo da Misericórdia. Tempo este precioso quer em nível pessoal e, também, na participação em seus movimentos e comunidades eclesiais. Além de lembrar que é este um tempo privilegiado de preparação para a Páscoa, é, sobretudo, tempo de ter os olhos fixos em Jesus que é “o rosto da misericórdia do Pai”, na expressão da Bula “O rosto da misericórdia”. Ali o Papa orienta a Igreja, sobretudo, para as obras de misericórdia (n.15). E é urgente notar que, entre os numerosos carismas com que o Espírito Santo enriquece a Igreja, São Paulo cita as “obras de misericórdia” (1Cor 12,28). Aliás, nos últimos anos, cantam-se em prosa e verso quase todos os carismas, sobretudo o dom de curas, o de falar em línguas, etc... Raramente ou quase nunca as obras de misericórdia são lembradas também elas como um dom carismático à Igreja. Por quê?

2.2. Campanha da Fraternidade Ecumênica. Na Igreja Católica no Brasil a Quaresma é, também, tempo da Campanha da Fraternidade. A particularidade deste ano está em que ela é Ecumênica, isto é, tem a participação de outras Igrejas cristãs. Isso devido à abrangência de seu objetivo que é o respeito à natureza, tratada pelo Papa Francisco como “casa comum”, bem como à sua preservação. Daí nascem, então, o seu Tema e Lema. Tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e Lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). Deixamos ao interesse de todos, católicos e membros de Movimentos e Comunidades, o acompanhamento e participação nesta Campanha da Fraternidade de suas Dioceses e Paróquias.

Com meu abraço fraterno e desejo de um santo tempo quaresmal, tempo de conversão e de expectativa da Páscoa da Ressurreição e da Vida, rogo a Maria, que a todos acompanhe, fortaleça e abençoe!

 

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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