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Jesus conta contigo!
 

Carta MCC do Brasil – dezembro 2012 (160ª.)

“O povo, que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam as sombras da morte, uma luz resplandeceu... Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio e para a paz não haverá limites” (Is 9, 1.5-6a).

Muito amados irmãos, irmãs, leitores e leitoras, que estamos vivenciando a esperança na chegada, de novo, do nosso “Menino”:

 

Pela graça do Pai, pelo amor do Filho e pela fortaleza e inspiração do Espírito Santo chegamos à nossa centésima sexagésima Carta Mensal dirigida primeiro ao Movimento de Cursilhos do Brasil e, depois, no contexto, a todos os que se interessam pelas reflexões nelas contidas. E, traduzida para o espanhol, chega a toda a América Latina, Estados Unidos e a alguns cursilhistas da Europa pela dedicação e carinho do nosso querido irmão Jaime Rojas Lemm, do Chile a quem agradeço cordialmente. Começaram estas Cartas a ser escritas no mês de setembro de 1999, sendo eu o Assessor Eclesiástico Nacional do MCC e, posteriormente, ao assumir as mesmas funções o nosso caríssimo Pe. Francisco L.Bianchin (Pe.Xico), ao depositar em minha pessoa sua confiança, solicitou-me ele que continuasse com a mesma tarefa. Graças sejam dadas a Deus por toda esta já longa caminhada inspirada na Palavra, no seguimento de Jesus e no compromisso de anúncio do Reino! E meus cálidos agradecimentos a todos os que participam comigo desta jornada evangelizadora.

Feita essa necessária introdução, digamos comemorativa, vamos ao foco da reflexão deste mês. Foco que não poderia ser outro senão a “escuridão iluminada por uma grande luz”, “um menino que nos foi dado”, “o Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz”, Jesus.

A pergunta inevitável e, quem sabe, já mil vezes repetida em todos os Natais passados, diante do momento histórico no qual estamos imersos é, sem dúvida: “que sentido tem o Natal num tempo de relativismo da Verdade, de violência destruidora da Paz, de excessivo consumismo inimigo número um do Amor fraterno e da solidariedade do Bom Samaritano ou do tudo-se-vende e tudo-se-compra ”? Como já foi respondida por tantos seguidores de Jesus? E como podemos, agora, respondê-la? Tentemos.

1. O discípulo missionário identifica-se com Cristo-Luz do mundo. São João inicia seu Evangelho identificando o Verbo, isto é, o próprio Filho do Pai, Jesus, que “estava junto de Deus”, com a “luz dos homens”. Então, “(o Verbo) era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas as seus não o receberam” (Cf Jo 1-11). No decorrer de todo o Evangelho de João, o tema da identidade de Jesus Cristo com a luz é transversal. Lembremos apenas um dos versículos mais explícitos: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Pois é no esplendor desta Luz que o discípulo missionário seguidor de Jesus, com Ele se identifica. Vejamos o que diz Jesus no Evangelho de Mateus: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13). E como saber que você, meu irmão, minha irmã, é a luz do mundo? Posso adiantar uma resposta: você será luz para o mundo na medida em que você se encontrar identificado, ainda que mais ou menos distante, com uma ou com algumas ou com todas as bem-aventuranças, proclamadas por Jesus, logo ali acima, no início deste capítulo de Mateus. Leia-as e reflita sobre elas agora. Assuma-as na prática de sua vida. Então, neste Natal, o “povo” ao seu redor que “anda na escuridão” do relativismo da Verdade, que percorre os caminhos da “violência destruidora da paz” e que se deixa mergulhar no exagerado consumismo do supérfluo, poderá “ver uma grande luz”!

2. “Proclamareis a libertação para todos os habitantes do país”. Aproximadamente setecentos anos antes de Cristo, o profeta Isaias já previra a presença dEle como sendo uma grande luz no mundo. E, efetivamente, no seu nascimento Jesus encontra um mundo envolvido nas trevas da escravidão do seu povo, dominado pelos romanos e cruelmente perseguido em conluio com os próprios fariseus e sacerdotes exploradores do povo e do Templo. E Jesus-Luz foi, sobretudo, uma testemunha do Reino de Deus entre os homens. Entretanto, afirma São João, Ele “Veio para o que era seu, mas as seus não o receberam”. Também nos natais de hoje, mesmo os que se dizem cristãos – para não dizer nossa cultura “epocal” -, nem sempre o recebem, porque falta “uma luz que brilha na escuridão”, ou seja, falta um autêntico testemunho de vida dos seguidores de Jesus. Lê-se num comentário bíblico sobre Mateus 5,13: “Mais explicitamente que o sal, a luz evoca a mensagem de Jesus refletida na conduta diária dos seus seguidores. São Paulo dirá: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor”. Comportai-vos como verdadeiras luzes” (Ef 5,8). Ainda no mesmo comentário: “Na visão de Isaias da cidade irradiando luz desde o alto e atraindo todos os povos da terra (Is 60,1-3), o evangelista vê a missão universal de anunciar a Boa-Nova, recomendada a todos os que já foram iluminados pela luz de Cristo”. Pois bem, meus caros, mais um natal. E, neste Natal, antes de cair na tentação dos presentes ou do excessivo consumo ou de criar luzes de todos os tipos que se apagam no dia seguinte, porque não sermos nós mesmos um reflexo da Luz que não se apaga? Ao acendermos as luzes da árvore natalina, lembremo-nos que somos nós mesmos “uma luz que (deve) brilhar na escuridão”!

3. “Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz”. Estes são os atributos do “menino que nasceu para nós, do filho que nos foi dado”; do menino que “existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano” (Fl 2,6-7); do “menino” que, de novo, neste Natal poderemos encontrar na manjedoura. Não o busquemos no trenó do Papai Noel, nem muito menos na magnitude e no luxo dos shopping-centers, nem muito menos nas caixas de presentes dados e recebidos. Transcrevendo um atualíssimo e oportuno trecho da “Verbum Domini”, sobre o “Verbo abreviou-se”, deixo-os em companhia do Papa Bento XVI desejando com todo o meu coração que, iluminados por estas palavras, possamos todos viver intensamente o Natal de 2008: “A tradição patrística e medieval, contemplando esta «Cristologia da Palavra», utilizou uma sugestiva expressão: O Verbo abreviou-Se. «Na sua tradução grega do Antigo Testamento, os Padres da Igreja encontravam uma frase do profeta Isaías – que o próprio São Paulo cita – para mostrar como os caminhos novos de Deus estivessem já preanunciados no Antigo Testamento. Eis a frase: “O Senhor compendiou a sua Palavra, abreviou--a” (Is 10, 23; Rm 9, 28). (…) O próprio Filho é a Palavra, é o Logos: a Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez--Se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós». Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz; agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré” (VD 12).

Que o Menino Deus – “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Principe da Paz”, Palavra eterna do Pai - “abreviado na manjedoura” e com o compromisso de todos os seres humanos, venha confirmar-nos na Verdade, fortalecer-nos no amor, abrindo nossos corações para a fraternidade e a solidariedade e, enfim, trazer ao mundo a Paz com a qual tanto sonha a humanidade.

Pe. José Gilberto Beraldo
Segundo Assessor Eclesiástico Nacional - MCC do Brasil
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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