Carta do pe Beraldo agosto 2018
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Carta MCC do Brasil n° 228 - agosto 2018


Maria então disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque Ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O Seu nome é santo e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem.” (Lc 1, 46-50).


Caríssimos (as) amigos (as),

Estejam com todos a graça e a paz de Deus Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Introdução. Revisitando as Cartas do mês de agosto dos anos passados, dei-me conta de que em quase todas elas procuramos refletir sobre a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, a reação dos seus discípulos e a voz do Pai: “Este é o me Filho amado. Escutai-o”. Nesta Carta proponho dirigir nossa reflexão sobre a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja, Maria, uma vez que é neste mês que celebramos a sua Assunção ao céu. E para ajudar-nos nesta reflexão, somando o fato de que na Igreja no Brasil estamos celebrando o Ano Nacional do Laicato, vejo oportuno compartilhar com meus caros (as) leitores (as) um texto elaborado pelo Assessor Nacional do MCC, Pe.Francisco Luis Bianchin, Pe.Xico, por ocasião da recente Romaria Nacional do MCC do Brasil ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida , acrescentando mais alguns pontos sobre a presença de Maria junto ao Povo de Deus.

1. Maria elevada aos céus, foi a primeira e mais importante leiga na história da Igreja. “Não ocupou nenhuma função, nenhum cargo, nenhum ministério, a não ser o de ser a mãe do Salvador Jesus. No entanto, exerceu em plenitude sua missão de leiga – sujeito e protagonista da evangelização em seu tempo.

Como leiga, viveu todos os desafios de mulher, de mãe e de cidadã de seu tempo, pois a encontramos nos caminhos da Judeia, da Galileia e da Samaria, cumprindo as tarefas que a lei exigia: apresentar o primogênito no templo aos doze anos, bem como frequentar todos os anos o templo, por ocasião da Páscoa. Era, também, mulher participativa, exemplar nos serviços de ajudante à prima Isabel que, avançada na idade, necessitava de auxílio na gravidez quando prestes a dar à luz João Batista.

Sim, Maria era leiga comprometida e assumia as tarefas da casa, da cozinha e os cuidados com os afazeres diários. Maria era leiga protagonista em seu tempo: presente nas bodas de Caná, assumiu a responsabilidade de resolver a situação constrangedora causada pela falta de vinho, mesmo sem ser a responsável por tal missão. Maria não esperou pelos outros, nem mesmo se escondeu em sua condição de mulher, mas tomou a frente, enfrentou o desafio de apresentar o problema ao Filho Jesus e dirigir-se aos serventes e pedir-lhes que fossem ao mestre e lhe obedecessem.

Realmente, Maria era mulher leiga, sujeito e protagonista na coragem de acompanhar e subir toda a trajetória do calvário ao lado do Filho, sem hesitar, sem constrangimento e sem esmorecer. Maria era mulher leiga, protagonista em sua atitude de valentia, de fortaleza e modelo de grandeza, permanecendo até o fim, até o ultimo suspiro do Filho, de pé, junto à Cruz, desfigurada pela dor, mas sem um lamento, sem desespero. Maria era mulher leiga, sujeito e protagonista no carinho de juntar, congregar os apóstolos desiludidos e desnorteados e mantê-los unidos em oração à espera do Espírito Santo.

Maria era mulher leiga, protagonista da simplicidade, da humildade e da coragem, da Anunciação ao Cenáculo. Sim, Maria era mulher leiga, protagonista da discrição, do silêncio, mas mulher leiga presente em sua comunidade, especialmente pela solidariedade e pelo testemunho de fé1. Maria, como mulher leiga, sujeito e protagonista da evangelização, ensina-nos a ser e viver como sujeitos e protagonistas, em nossos ambientes”.

2. Maria elevada aos céus, esperança nossa, salve! Pela força divina, elevada aos céus de corpo e alma, celebrada nesta solenidade da assunção, Maria reanima e ilumina a esperança de nossa própria ressurreição. É o que repetimos a cada vez que rezamos a Salve Rainha. Penso que todos nós – atores e, ao mesmo tempo, vítimas de uma cultura do imediatismo, do hoje, do individualismo desgastante e da autosuficiência – sentimos a necessidade de alimentar constantemente essa esperança encarnada na elevação de Maria aos ceús. Encarnada num corpo como o de todos os mortais, mas mãe do Verbo de Deus encarnado em seu mesmo corpo, não era conveniente que, depois de sua morte, ele desaparecesse sob a terra. É o que aprendemos com o dogma da Assunção de Maria. Assim também nós, agora com a certeza de nossa fé em Jesus, com Maria, ressuscitaremos para a glória, no último dia (cf. Jo 5,21; 6,40; 1Cor 15, 12-19).

3. Maria elevada aos céus, é sempre nossa Mãe! Do próprio Jesus, do alto da cruz, na pessoa do discípulo amado, recebemos Maria como nossa mãe: “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu” (Jo 19, 26-27). Lembro, aqui, emocionando-me a cada vez que a leio, da ternura materna de Nossa Senhora de Guadalupe manifestada ao índio Juan Diego que estava sofrendo pela doença de seu tio: "Escuta e assenta bem em teu coração, filho meu o mais desamparado: o que te assusta e te abate é nada, não se perturbe a tua face nem o teu coração, não tenhas medo dessa enfermidade nem de qualquer outra enfermidade ou de algo que te angustie. Porventura não sou eu, eu aqui, a tua mãe? Não estás à minha sombra e sob a minha proteção? Porventura não sou eu a tua fonte de vida? Porventura não estás no regaço do meu manto, ali onde eu cruzo os meus braços? Que mais te faz falta? Que nada mais te aflija nem te cause amarguras! Não te aflija a enfermidade do teu tio. Pois ele não irá morrer disso que agora tem. Fica seguro, em teu coração, de que ele já sarou".

Conclusão: Com o Papa Francisco, ao encerrar a Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate” sobre a santidade, lembramos a figura de Maria assunta céus, ela mesma a mais abençoada entre os santos: “Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, aquela que conservava tudo em seu coração e se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita nos deixar por terra e, às vezes, nos leva em seus braços sem nos julgar. Conversar com ela nos consola, nos liberta, nos santifica. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para lhe explicar o que se passa conosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: "Ave, Maria..." (GE 176).

Um fraterno e carinhoso abraço do irmão e amigo no amor de Jesus,


1 Esse texto consta, na íntegra, do folheto de Orações da Romaria. Aqui, foi adequado, respeitado o conteúdo, aos propósitos desta carta.

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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