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Carta MCC do Brasil n° 244 - dezembro 2019

"Um anjo do Senhor lhes apareceu e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo. O anjo disse-lhes: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! E isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2, 9-12).


Caríssimos amigos e amigas, companheiros de peregrinação na caminhada de volta para Jesus,

Introdução. De acordo com a programação de nossas Cartas segundo a Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate”, sobre o chamado à santidade, prevíamos para este mês de dezembro uma reflexão sobre: “Santidade: experiência do divino no humano”. Será esse, portanto, o pano de fundo para esta Carta na qual vamos propor um itinerário de volta para Jesus neste e em todos os Natais.

1. O deus-mercado. Anda agitado neste tempo. Não é de hoje que a sociedade moderna está celebrando o Natal sem a centralidade do personagem principal: Jesus. De tal forma apequenou-se o natal que acabou sendo reduzido a mera ocasião de consumo e ao culto de certos “ídolos” constituídos de símbolos em sua maioria importados de culturas estrangeiras e totalmente alheios à cultura cristã. Presentes úteis e inúteis dados e recebidos, trenós com seus balofos papais-noéis, toscas imitações de árvores com um sem-número de penduricalhos – tudo isso está muito distante do presépio e da manjedoura, berço improvisado de Jesus.

2. O caminho da volta. Decorre daí a extrema urgência de os cristãos empreenderem um caminho de volta para Jesus, começando, sem dúvida, pela celebração do Natal. É bem conhecida a afirmação sobre a figura de Jesus: “o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem”. Sugerem-se aqui alguns passos para esse itinerário de volta para Jesus:

1º. Passo: Sentir saudades de Jesus. A gente não sente saudades de quem não ama. Só sentimos saudades daquelas pessoas que conosco tecem a vida nos momentos alegres ou dolorosos, no enfrentamento de desafios, nas derrotas ou nas conquistas. Pois é desse Jesus que devemos sentir saudades; desse Jesus companheiro, amigo e irmão com quem dialogamos em todos os momentos. Cheios de saudades, para Ele é que temos que empreender o caminho de volta neste Natal.

2º. Passo: Esforçar-se por não ceder às tentações do consumismo exagerado, às vezes fora das próprias possibilidades e em detrimento dos que nada têm. É preciso aliviar a vida e o coração de pesados fardos materiais ou de preocupações de toda ordem que nos impedem de caminhar e travam nossos passos de volta para Jesus.

3º. Passo: Procurar a manjedoura. É lá que iremos encontrá-Lo. Como os pastores da vizinhança. Como os Magos do Oriente. Jesus nasce nas periferias porque sua mãe, Maria, e seu pai adotivo, José, não encontraram lugar nas hospedarias do centro: “Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). A manjedoura continua nas periferias existenciais, como afirma o papa Francisco ao dirigir o Povo de Deus para uma “Igreja em saída”. Entre os pobres, excluídos e desprezados, é que vamos encontrar a manjedoura e nela, deitado, o Jesus que procuramos.

4º. Passo: Redescobrir Jesus na Palavra de Deus, nos Evangelhos. É, sobretudo, na leitura orante da Bíblia que encontramos o melhor caminho de volta para Jesus. Individualmente ou em pequenos grupos, dediquemo-nos à leitura e à reflexão dos Evangelhos aplicando seus ensinamentos à vida prática. Nesses momentos, não devemos introduzir nada mais que os Evangelhos. Outras devoções, orações, práticas de piedade, etc. encontrarão seu tempo e lugar. Os Evangelhos são o melhor itinerário para nossa volta a Jesus!

Com meus votos de um santo Advento e de um fervoroso Natal em que tenhamos a coragem de empreender o caminho de volta para Jesus, deixo-lhes meu abraço fraterno.

Pe. José Gilberto Beraldo      
Equipe Sacerdotal do GEN    
E-mail: jberaldo79@gmail.com


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