Jesus conta contigo!
 

MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE
GER SUL 3, RS 2
COMPROMISSO da AR 2017 – Uruguaiana, 31 de março a 02 de abril – 2017

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Caros Irmãos Cursilhistas!

O compromisso assumido pelo GER SUL 3 RS 2 de desenvolver uma formação intensa, à luz da Espiritualidade do MCC está alicerçado em alguns pressupostos descritos a seguir: ASSUMIR, DE FORMA ECLESIAL, UMA FORMAÇÃO QUE NOS TORNE CONSCIENTES DA ESPIRITUALIDADE DO MCC, NOS TORNANDO UMA IGREJA EM SAÍDA, ATRAVÉS DO TESTEMUNHO ALEGRE, ACOLHEDOR E PROFÉTICO.

COMPROMISSO ASSUMIR, DE FORMA ECLESIAL

REALIZAÇÃO

Participar ativamente das atividades da Diocese/setor. Não se restringir a formações dentro do MCC mas, ir além, ser protagonista das atividades formativas da Diocese/setor. O MCC é um dom para a Igreja. É um instrumento especial de evangelização dos ambientes. Desse modo, conhecê-la, amá-la e servi-la é nossa missão.

COMPROMISSO
UMA FORMAÇÃO QUE NOS TORNE CONSCIENTES DA ESPIRITUALIDADE DO MCC

REALIZAÇÃO

Falar sobre a Espiritualidade do MCC significa falar daquilo que é a fonte, o sustento, a seiva, a alma, o combustível do movimento. Eis as três dimensões da espiritualidade do MCC: cristocêntrica, encarnada e de conversão.

1 - O CENTRO É JESUS CRISTO

Ser cristão significa viver - na prática - os valores e crenças ensinados por Jesus Cristo. Por isso a espiritualidade do MCC é cristocêntrica, exige que nossa formação nos aproxime do Cristo, nos leve a conhecê-lo ainda mais, nos leve a compreender e viver a missão a qual ele nos envia. Nosso carisma exige que sejamos evangelizadores de ambientes, pelo método querigmático vivencial.

Sempre falamos em “avançar para águas mais profundas” e isto é uma verdade inquestionável. Reconhecer e anunciar os mistérios de Jesus Cristo é fundamental para o cristão, e para tanto, não basta falar palavras bonitas, admiráveis, mas é necessário segui-Lo, andar lado a lado com Ele, colaborar com Ele dia após dia em nossas realidades. Vejamos que o seguimento incondicional exige conhecimento, exige encontro, exige amor, se a Igreja é o corpo eclesial do Cristo no mundo, somos chamados a ser a parcela que nos cabe, por amor, ser o Cristo para o mundo, cumprir a missão que Ele nos deixou.

2 - UMA ESPIRITUALIDADE ENCARNADA

São sábias as palavras de Jesus em sua oração sacerdotal: “Pai, não te peço que os tires do mundo, mas que os preserves do mal. Portanto, assim como o Pai me enviou, assim Eu também Eu vos envio.” (Jo 15,17). Assim, viver uma espiritualidade encarnada significa ser sal, fermento e luz nos ambientes em que vivemos. Ter as mesmas atitudes de Cristo nas realidades cotidianas. O MCC trabalha com método querigmático e vivencial. Desse modo, nosso primeiro anúncio é nossa vida. E por nosso jeito de ser e viver as pessoas devem perguntar o que faz você diferente… agora é chegado o momento do anúncio explícito …Jesus Cristo, sua vida, sua palavra é o que dá sentido e alegria a minha vida.

3 - ESPIRITUALIDADE DE CONVERSÃO

Ser cristão é peregrinar dia a dia, momento a momento, ajudando a construir o reino de Deus nas realidades em que vivemos. Assim propõe o nosso Guia do Peregrino, sublinhando nossa vocação de peregrinos. Nesse caminho, constantemente precisamos nos converter, isto é, configurar a nossa segundo a vida do próprio Cristo.
Pagola (2013, p. 58) nos fala que “a conversão de que fala Jesus não é algo forçado”. É uma mudança que vai crescendo em nós à medida que vamos tomando consciência de que Deus é alguém que quer fazer nossa vida mais humana e feliz. Não se trata só de “tornar-se uma boa pessoa”, mas de voltar àquele que é bom conosco.”

Converter-se é renovar diariamente o encontro consigo mesmo, com Cristo e com a comunidade. Estes encontros não são em um dia, em um retiro, mas, são um programa de vida do cursilhista.

COMPROMISSO
NOS TORNANDO UMA IGREJA EM SAÍDA

REALIZAÇÃO

As palavras do Papa Francisco nos desafiam a ser uma Igreja em saída. “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas a uma Igreja enferma pelo fechamento e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças” (EG 49).

Igreja em saída, missionária, dentro do carisma do MCC é avançarmos na formação de novos núcleos de comunidades ambientais, novas escolas vivenciais, novos setores, novos GEDs. Que possamos fermentar de Evangelho novos ambientes. Diante da realidade, ver quais os ambientes que mais estão nas periferias existenciais, discernir como estes ambientes deveriam ser e agir de forma transformadora para que ocorra a mudança.

No próximo ano vamos descrever em nossa AR, não somente os eventos que realizamos, o número de cursilhos que fizemos mas, quais os ambientes que transformamos, como Igreja, através de nosso carisma, dom do Espírito Santo para a Igreja.

COMPROMISSO
ATRAVÉS DO TESTEMUNHO ALEGRE

REALIZAÇÃO

Ainda ressoa em nossos ouvidos as palavras do Documento de Aparecida quando afirmou que “ser cristão não é uma carga, mas um dom” (n.28). E mais adiante complementa: “A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota.

Dentro desta mesma perspectiva a recente Exortação Apostólica Evangelii Gaudium destaca: “Os cristãos têm o dever de anunciá-Lo, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração” (14).

E o Papa Francisco continua: “Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária!” (109). Logo, a alegria do cristão nasce da experiência de Deus vivenciada no retiro, na comunidade, na oração e na amizade. O testemunho de alegria do cursilhista brota da amizade com Aquele que quer ser o nosso amigo. “Já não vos chamo servos, mas sim amigos” (Jo 15,15).

COMPROMISSO
ACOLHEDOR

REALIZAÇÃO

Na Evangelli Gaudium encontramos que uma “Igreja em saída é uma Igreja com as portas abertas” (46). A Igreja é uma mãe de coração aberto. Ela é ainda semelhante ao pai do filho pródigo, que está permanentemente de portas abertas para ele entrar quando voltar. Todos somos Igreja, por isso, chamados a acolher-nos mutuamente.

Nosso testemunho deve aproximar as pessoas do Cristo, deve ser atraente. As pessoas devem nos conhecer e dizer “este modelo de vida me serve”. E ao sermos questionados do porque somos assim? Nossa resposta será por termos encontrado o Cristo.

Quando não somos acolhedores as pessoas sentem-se menosprezadas e buscam outros espaços, outros ambientes para viver e servir. Não ser acolhedor significa não viver com autenticidade nossa vocação eclesial.

Acolher é incluir. As pessoas precisam sentir-se importantes em nossos ambientes e também dentro do MCC. Precisamos abrir espaços. Não deveria existir “donos de mensagens”, “líderes eternos”, mas servidores do Cristo, onde evangelizamos até que o outro sinta necessidade de evangelizar. Os mais experientes precisam ser o alicerce, mas também responsáveis por criar um ambiente favorável para o crescimento de novos líderes, de novos mensageiros, novos cristãos comprometidos, novos protagonistas.

COMPROMISSO
PROFÉTICO

REALIZAÇÃO

Dentre os profetas bíblicos a vocação de Jeremias nos chama atenção: “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações (...) hoje te coloco contra as nações e reinos, para arracar e para derrubar, devastar e destruir, para construir e para plantar” (Jr, 1, 5.10). Em outras palavras a missão profética consiste em anunciar o Evangelho, mas também ter a coragem de denunciar e questionar quando os nossos ambientes não estão em sintonia com o projeto de Deus. MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE GER SUL 3 RS 2
Em nosso batismo recebemos a missão profética de Cristo. Por isso, através de nosso método de estudo e de vida possamos VER, DISCERNIR E AGIR. Agir com a coragem e audácia de profeta, mas, sobretudo com a confiança de que Deus está conosco. Assim Ele disse a Jeremias: “Não tenhas medo, pois estou contigo para defender-te” (Jr 1,8).
Ser seguidor de Cristo como cursilhista exige que realizemos ações transformadoras, as quais atuam na raiz dos problemas. Esta transformação acontece pelo anúncio do Evangelho, mas principalmente pelo testemunho devida de cada cursilhista. Como escreve são Mateus: “Nem todo aquele que diz: Senhor! Senhor!, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus (7,21). Ou seja, somos chamados a ser sal, fermento e luz em nossos ambientes.

Viver a vocação profética é um desafio permanente. Temos dificuldade em discernir qual é a verdade de cada situação, temos como exemplo a corrupção, a reforma da previdência, a terceirização…o cursilhista não deve ter uma opinião arbitraria e superficial, mas buscar fundamentos, pesquisar, estudar, confrontar o que está sendo pretendido com o Evangelho, com a necessidade dos excluídos (periferias existenciais), dos pobres e sofredores para aí, sim, agir de forma transformadora.

FINALIZANDO...

Vamos assumir com coragem, humildade e fidelidade este compromisso da 35ª Assembleia Regional do GER SUL 3, RS 2. Em nossos momentos formativos, reuniões e estudos vamos aprofundar os temas propostos em nosso compromisso. Que o estudo possa nos ajudar a viver o Pré-Cursilho, o Cursilho e o Pós-Cursilho de fato instrumentos de Cristo a serviço da Igreja.

Vale ressaltar que estamos no ano da Espiritualidade do MCC. Ela que é a fonte de nossas obras e projetos de evangelização. Neste caminho de seguimento a Cristo podemos nos inspirar também no Sim de Maria e na vocação apostólica de nosso patrono São Paulo.

Por fim, vamos recordar as palavras pronunciadas no ato de envio de nossa AR 2017: Ide com o tesouro do Evangelho! Ide e adquiri o cheiro das ovelhas! Ide sem medo. Ide com a coragem dos mártires! Ide para servir. Ide com fé e entusiasmo pelos caminhos íngremes da sociedade de hoje. Mãe, Aparecida nossa, estrela da Evangelização, a ti nós confiamos, acompanha-nos, guia-nos, protege-nos e abençoa-nos. Amém!

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