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Padre Francisco Luiz Bianchin (pe. Xiko)
Assessor Eclesiástico do MCC do Brasil


LEMA DE SACERDÓCIO:
"Eu, o senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para seres a aliança com os povos, a luz das nações, para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas" (Is.42,6).


Artigos do pe. Xiko

A alegria da missão cumprida
Todas as pessoas têm sua missão, a todas foi confiado um papel a desempenhar no mundo. Cabe a cada uma descobrir qual sua verdadeira missão.
A partir do momento que cada uma descobre sua missão, a vida torna-se a própria missão.
Aliás, essa é a visão do próprio Papa Francisco.
Cada um de nós é convidado a realizar sua missão através das qualidades e talentos recebidos.
Ninguém deveria dizer que não tem nenhuma missão ou tarefa, que é inútil, pois todos nós nascemos com um dom.
Creio que todos nós temos experiência de ter vivido a alegria de, depois de um compromisso, ou, depois de uma etapa da vida, poder dizer que cumprimos a missão que nos coube.
Sentimos uma imensa satisfação, nossa alma se enche de gozo, uma vez que realizamos um bem, contribuímos para um mundo melhor e sentimos a satisfação, a gratificação de ter desenvolvido os dons que recebemos.
Claro que, quem sabe, algumas vezes, para cumprir a missão, passamos por decepções, percalços; neste caso as alegrias são ainda maiores, o gozo, com certeza, é redobrado.
Imagino um pai ou uma mãe de família poder concluir que cumpriu sua missão; um médico, um professor, um padre, um pastor, um empresário, um operário, ao chegar ao final do dia, do mês ou do ano e, na sua consciência, saber e poder afirmar que cumpriram sua missão.
Haverá maior satisfação?
Entendo que cumprir a missão nem sempre significa fazer o melhor, o mais perfeito, o ideal, mas ter feito tudo o que está ao seu alcance, ter dado o melhor de si.
Ter dado tudo o que podia. Saber que não faltou o ingrediente fundamental que é o amor.
Creio que cumprir a missão deveria ser sempre o nosso desejo.
Cumprir a missão que nos foi confiada ou que escolhemos como caminho de felicidade, pois a felicidade não necessariamente está no que fazemos, mas no como fazemos.
Como nos faz bem encontrar pessoas e ouvir de sua simplicidade que cumpriu sua missão, que se sente feliz.
Aproveito para falar, especialmente, da minha alegria de poder cumprir a missão que me compete.
Estou caminhando para meus dez anos de peregrinação pelo Brasil, levando o anúncio da esperança e da fraternidade, propondo uma mudança de mentalidade, uma mudança de ritmo e de postura como pessoas e como cristãos e, caminho também para os 50 anos de ministério presbiteral e, na simplicidade da fé e no meu íntimo, sinto necessidade, por graça de Deus, de dizer que, neste tempo percorrido, cumpri minha missão, e isso me enche de alegria.
No entanto a missão, por mais simples e humilde nunca a realizamos sozinhos, assim também as alegrias nunca serão apenas nossas, mas de todos os que dela participaram.
Por isso, ao dizer que cumpri minha missão, sempre precisarei agradecer e acrescentar gratidão porque foi uma obra realizada por muitas mãos e muitos corações.
Assim, e por tudo isso, tenho que dizer que sou profundamente grato.
Pe. Xiko,SAC

Publicação: Em 22/08/2018


Família evangelho de alegria e esperança
Todos nós temos consciência da importância, da necessidade e urgência de investir na educação, em especial na família.
Embora os responsáveis pela educação nas instituições de ensino tenham procurando aperfeiçoar seus métodos, tenham se preocupado em oferecer cursos de formação aos seus profissionais para que haja mais qualidade e eficiência ao ensinar, os resultados não têm sido satisfatórios.
Por que esses resultados não são positivos?
Creio que o problema fundamental está justamente na falta de consciência, de investimento, de cuidado e de preparo para com a melhor e mais importante escola: a família, pois a sociedade em geral, os governos, os meios de comunicação social e as demais instituições, na maioria das vezes, não têm colaborado no que se refere ao respeito às leis, aos critérios de justiça, de paz, de manutenção do diálogo e, sobretudo, não se preocupam em transmitir ou manter os valores fundamentais da pessoa humana.
A família chamada a ser o evangelho da alegria na sociedade tornou-se vítima de muitas agressões e invasões destruidoras.
Aquela que deveria ser a melhor escola de formação e cuidados no aperfeiçoamento da pessoa humana e de sua vida está ameaçada pela cultura de morte e pelo liberalismo desenfreado.
A família, chamada a ser o melhor espaço de vida, do amor e da ternura, passa a ser ridicularizada por muitos meios de comunicação social e por maus exemplos que presenciamos em nossa sociedade atual.
O lugar quente, de aconchego, carinho, respeito, intimidade e de confidências sagradas está sendo traído pela cultura do passageiro, do imediatismo, das facilidades e futilidades.
Infelizmente para muitos, a família, que deveria ser o evangelho da alegria, da esperança, do amor como nos fala a semana Nacional da família deste ano, tornou-se espaço vazio, frustrante e frio, pois nem sempre dedicamos o tempo e os cuidados que deveríamos dar a essa escola responsável por repassar os princípios éticos e morais indispensáveis para uma vida saudável e feliz.
Na tentativa de mudar essa situação, somos convidados, especialmente, neste mês de agosto, a retomar a reflexão sobre a realidade das famílias, a repensar nossas atitudes, a rever o tempo que lhes dispensamos, a avaliar nossa postura, nossa presença e a qualidade de nosso papel como pais, como filhos e cristãos.
Não há dúvidas de que, nestes tempos delicados e complexos, é desafiador repensar esse assunto, mas sabemos que é possível fazer de nossos lares um espaço onde a vida, o diálogo, o aconchego, a solidariedade, o respeito, o amor gratuito sejam prioridades.
Desejo e espero que todos nós tornemos nossos lares (famílias) um pouco mais evangelhos de alegria! Cumprimentos aos pais (em seu dia) e todas as famílias de nossa cidade e região. Cuidar das famílias é cuidar do mais precioso tesouro de nossas vidas.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 10/08/2018


A melhor escola Todos nós temos consciência da importância, da necessidade e da urgência de investir na educação.
Sabemos que os responsáveis pela educação e as instituições de ensino têm procurado aperfeiçoar seus métodos educacionais, têm se preocupado em oferecer cursos de formação aos seus profissionais para que haja mais qualidade e eficiência ao ensinar; no entanto, não tem sido nada fácil, e os resultados nada satisfatórios.
A que se deve essa situação?
Creio que o problema fundamental esteja justamente na falta de investimento, de cuidado, de atualização e de preparo para com a melhor e mais importante escola, que é a família.
A sociedade em geral, os governos, os meios de comunicação social e as demais instituições, na maioria, não têm colaborado no que se refere ao respeito às leis, aos critérios de justiça, de paz, em manter o diálogo e, sobretudo, não se preocupam em transmitir ou manter os valores fundamentais da pessoa humana.
Pelo contrário, a família tornou-se vítima de muitas agressões e invasões destruidoras. Assim, a melhor escola de cuidado e de aperfeiçoamento da vida está ameaçada pela cultura de morte e de liberalismo desenfreado.
A melhor escola de formação de homens e mulheres, de cidadãos está sendo ridicularizada por muitos meios e por maus exemplos da própria sociedade.
O lugar quente, de aconchego, carinho, respeito, intimidade e de confidências sagradas está sendo traído pela cultura do passageiro, do imediatismo e das facilidades.
O lugar que deveria ser o predileto da aprendizagem da confiança, da ternura, do altruísmo, da solidariedade vai dando lugar à traição, à pressa, ao egoísmo e à superficialidade.
A melhor escola de aprendizado dos princípios éticos e morais vai ficando para amanhã, porque a correia do dia-a-dia sobrepassa os limites da convivência humana.
Seria de fundamental importância que a sociedade voltasse a acreditar realmente na família como a melhor e mais eficaz escola de formação da pessoa.
Por que não tornar efetivo o que lemos e ouvimos em reportagens e depoimentos obre a família que é um tesouro, que é fundamental e indispensável para o ser humano?
Sei que isso é possível, pois conheço famílias que são verdadeiros exemplos de escolas de vida. Conheço, sim, famílias que ainda cultivam o diálogo, a cumplicidade e que são oásis de paz e de esperança.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 03/08/2018


Falta de bom senso? No mundo de hoje, tudo anda em alta rotatividade.
Tudo é muito veloz.
A maioria das pessoas tem pressa, não tem paciência, toda a espera estressa e até irrita. Essa rapidez, porém, só não acontece com coisas públicas.
Aí tudo é devagar, tudo é quase parando.
Realmente, o que se refere aos bens públicos falta muita coisa.
Falta bom senso, faltam prioridades, falta agilidade, faltam investimentos e decisões.
Exemplo disso é o que acontece com as nossas rodovias. Há mais de vinte anos que esperamos a duplicação da rodovia Santa Maria-Camobi-RS 509 e desde que se iniciou a sua construção, lá se vão mais de sete longos anos e ainda estamos na espera da conclusão.
Desejávamos ver um trânsito que fluísse normalmente, sem excessos, é claro, mas também que evitasse o congestionamento ou o engarrafamento.
Infelizmente, não sei se é por falta de bom senso ou por outra razão que no trecho de dez quilômetros da rodovia, vemos placas alternando a velocidade em 40, 50 e 60 Km por hora, tornando o trânsito lento e dificultando o fluxo normal de veículos.
Quem sabe, por traz disso, estará a indústria da multa?
Por que, então, duplicar uma rodovia, investir uma fortuna e depois torná-la tão lenta como se fosse pista única? Desculpem, mas algo está errado. Parece que isso só acontece no Brasil e aqui no Rio Grande do Sul.
Por que aqui tudo precisa ser diferente?
Pedágios por todos os lados, estradas sem acostamento, péssima conservação e, pior ainda, a restauração irregular e as multas correndo soltas.
Estranho, pois passei, literalmente, de ponta a ponta os Estados de Sergipe e Alagoas e não encontrei nenhum pedágio e, por surpresa, as estradas em bom estado de conservação.
É verdade que há excesso de acidentes cujas causas são sempre lembradas, como o excesso de velocidade, a imprudência, a embriaguez, porém as más condições das rodovias e as precárias placas de sinalização em muitas dessas rodovias também são causas de acidentes.
Acredito que devemos insistir na cultura do amor à vida, do respeito, da consciência de que, quando viajamos, não estamos sozinhos na estrada e entender que elas não são exclusivamente nossas, são de todos.
Precisamos vencer a cultura de que podemos desrespeitar as leis e, ainda mais grave, acharmo-nos os donos das estradas e os super-homens ou super motoristas que tudo podem e a quem nada acontece.
Gostaria de dizer que necessitamos investir muito mais na educação, na conscientização, na valorização da vida, no amor ao próximo do que na punição, mesmo que essa, dentro dos limites, seja necessária e ajude a educar.
Enfim, precisamos ter bom senso sobre as coisas públicas e ter consciência de que criar a indústria da multa não educa.
É perciso educar as crianças e os jovens para que tenhamos, num futuro próximo, uma geração capaz de ser mais sensível e mais preocupada com o bem comum.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 27/07/2018


Sinais dos tempos? Nascem perguntas intrigantes. Será que são os sinais dos tempos? Será que valores de outrora estão perdendo o sentido?
As casas destinadas à formação, aos retiros tornaram-se hotéis. Há pouco tempo, a histórica Cidade dos Meninos foi convertida em hotel fazenda. Logo mais tarde o Centro Marista de Eventos foi transformado em hotel.
Agora, há poucos dias, a septuagenária casa de Retiros virou hotel.
Perguntamo-nos será que a procura para a formação, para o aperfeiçoamento, para o cultivo da vida interior diminuiu a tal ponto que levou as casas de formação tornarem-se hotéis, ou haverá outra explicação mais plausível?
Será que as comunidades paroquias estão resolvendo por si a séria questão da formação, ou mudaram os critérios?
Como explicar que, em tão pouco tempo, três monumentos, três pontos referenciais da cidade mudem de finalidade?
Como explicar que uma cidade como Santa Maria, chamada cidade cultura, feche suas casas de formação para se tornarem hotéis? Resta esperar o que poderá acontecer com o Colégio Pão dos Pobres.
Estaremos perdendo a fome e a sede do crescimento e do conhecimento?
Teremos descoberto novos métodos de formação a ponto de abrir mão de ambientes tão propícios ao estudo e à reflexão?
Para onde migraram nossos congressos, nossos retiros, nossos encontros de formação?
Seria isso um sintoma da pobreza e da mediocridade que vivemos em nossa sociedade, ou a internet e os meios de comunicação com suas informações por vezes até descartáveis supriram a necessidade do estudo, da troca interpessoal, da reflexão?
Na verdade, andando pelo Brasil, não me lembro de ter encontrado uma só diocese sem sua casa de formação, sem seu espaço para o cultivo da formação permanente.
Pode ser, admito, que eu não tenha percebido que tenham surgido espaços melhores e mais adequados em Santa Maria, mas na verdade não tenho conhecimento de que existam.
Quero crer que precisamos, com muita serenidade e discernimento, ler os sinais dos tempos, pois não me parece normal que três instituições de tal envergadura desapareçam e a cidade de Santa Maria apenas assista passivamente essa situação sem se perguntar por que isso está acontecendo.
Não tenho o objetivo de julgar, nem me cabe fazer um julgamento de mérito, mas, sinto a obrigação de questionar e inquietar-me, pois essa situação traz preocupação, onde encontrar espaços próprios para desenvolver a formação e a dimensão da espiritualidade, até para garantir imagem de Santa Maria, cidade cultura?
Espero que os sonhos e os sacrifícios de nossos antepassados, que muito lutaram para criar essas casas de retiros não sejam esquecidos; que a perda da finalidade destas instituições não diminua, em nada, o desejo de buscar a formação e o aperfeiçoamento em nível intelectual e espiritual.
Espero, pois, que não desistamos nunca de criar espaços próprios para o recolhimento e para o silêncio interior.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 13/07/2018


Não podemos perder o encantamento
Vivemos num mundo, numa sociedade de imensos desafios, decepções, contrariedades e de relações frágeis, periféricas ou superficiais que, às vezes temos a sensação de que vamos perder o encanto de viver.
Infelizmente, essa sociedade dá mais importância ao supérfluo e passageiro que ao permanente e definitivo, aliás, há quem até negue o definitivo.
Nela, o virtual passa a dominar os pensamentos, os sentimentos e as relações interpessoais.
Podemos dizer que vivemos num mundo fraturado, desestruturado, onde vale mais quem produz mais e quem consome mais.
Há uma tendência em valorizar o quantitativo em detrimento do qualitativo.
Essa sociedade é tão complexa, porque não dizer, confusa e agressiva que tudo conspira para nos tirar o encanto pela vida, pelos valores essenciais à sociedade e pela capacidade de ter esperança.
No entanto não podemos perder o encanto, nem a esperança, pois, sem eles, a vida perde a beleza e o significado.
Não podemos perder o encanto pela dignidade da pessoa humana, independentemente, de sua condição social, sua idade, profissão, cor ou credo, pois acima disso estão a grandeza de sua inteligência e o maravilhoso dom de amar.
Realmente, somos convidados a manter o encanto pela bondade, pela ternura, pelos gestos de solidariedade, pela simplicidade, pela beleza das crianças, pela rebeldia e entusiasmo dos jovens, pelo testemunho dos sábios anciãos, pela extraordinária ternura das mães, pela prudente presença dos pais.
Não podemos perder o encanto pelos incansáveis e até “teimosos” trabalhadores da terra, pela persistência dos professores, pelos maravilhosos testemunhos de fidelidade à justiça, pelos promotores da paz e pelos eternos companheiros de caminhada.
Não podemos perder o encanto pela família, pais, irmãos e demais familiares, pelos amigos, pelo trabalho, pelo companheirismo, pelos inesquecíveis momentos de festa.
Sim, não podemos perder o encanto pelas maravilhas da criação, pela fecundidade da terra, especialmente do nosso imenso e rico Brasil, pelo espetáculo das flores, dos frutos e das colheitas.
Somos convidados a não perder o encanto pela pela nossa cidade, pois, apesar de todas suas mazelas e desafios ela será sempre a nossa cidade querida.
Somos convidados a não perder o encanto pela alegria da convivência, do encontro, das amizades.
Somos, sim, convidados a buscar razões e motivos para nunca perder o encanto, para não perder a beleza da vida, pois sem encanto tudo fica mais difícil e pesado.
Por fim, mas não menos importante, somos convidados conservar o encanto pela nossa fé, pela nossa adesão Aquele que dá razão a todos os motivos de nossa esperança.
Não perder o encanto pela certeza de que esse Alguém não se esqueceu de nós, Alguém que não nos decepciona e não deixa de nos amar, apesar de nossas fragilidades. E esse Alguém é nosso Deus e Pai.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 03/07/2018


Uma oportunidade para mudar
Aproximam-se as eleições em nível nacional e estadual e nossas preocupações com a situação vigente do país aumentam a cada dia. O que fazer? Como votar?
Queres ajudar a mudar o Brasil? Queres um país digno? Então agora é a hora de nossa participação.
A crítica é importante e mesmo necessária, mas as atitudes são extremamente importantes e decisivas.
Temos uma oportunidade para salvar o Brasil, ou ao menos tentar, mais uma vez, investir em novas lideranças que acreditamos serem merecedoras de nossa confiança.
Penso que é o melhor ou, talvez, o único caminho para chegarmos ao novo Brasil, ao Brasil, onde possamos nos sentir amados e representados.
Creio que todos nós queremos um país democrático, sem donos e sem salvadores da pátria. Vai depender de nossa consciência e de nossa responsabilidade conduzir ao Congresso e à Presidência da República cidadãos que verdadeiramente amem e respeitem nosso querido Brasil, não só as leis, mas o povo brasileiro, nossa história e nossa vocação.
Com certeza, um novo Brasil vai depender da seriedade de nosso voto e da superação dos fanatismos, dos interesses pessoais e da coragem de cobrar coerência e fidelidade aos princípios assumidos em campanha.
Precisamos dar especial importância à escolha do novo Congresso, pois adiantará pouco escolher um presidente com boas intenções e até qualidades, se não tivermos um Congresso capaz de cobrar responsabilidades e fiscalizar as ações dos mandatários.
Precisamos eleger um Congresso cujos membros sejam capazes de pensar além do próprio partido; que sejam capazes de pensar na sociedade e no bem comum, fazendo dos partidos apenas instrumentos para servir e não para servirem-se do Brasil.
No próximo sistema político o Congresso Nacional deve ser decisivo para sustentar um programa de governo, caso contrário, continuaremos com o espetáculo da compra e venda de cargos, de negociações nebulosas para atingir interesses de alguns.
É preciso, sim, seriedade e competência para não cair no descrédito do povo.
O pessimismo para com a classe política tomou conta, mas não há outro caminho democrático que não seja via eleições, e não há país sem governo, e o governo, na democracia, é escolhido pelo povo, portanto por nós.
Omitirmo-nos, significa perder o direito à crítica e favorecer o atual estado de coisas.
Convido-os a nos unir na busca de eleger um presidente e um Congresso mais parecido com os anseios de nosso povo; mais sensíveis ao sofrimento e à alma de nossa gente, capazes de levar em conta as urgências de nossa sofrida e desamparada sociedade.
Unamo-nos como família brasileira, para que nos próximos anos, tenhamos menos decepções e mais alegrias, menos injustiça social, mais empregos, menos fome, mais educação, menos violência, mais vida e menos morte.
É ilusão? Prefiro iludir-me.
É possível. Desejo ver! Eu tomarei esse caminho.
Pe. Xiko,SAC

Publicação: Em 15/06/2018


Um jovem com mais de oitenta anos
Jovem é aquele que não perdeu a vontade de sonhar, nem perdeu a esperança.
É aquele capaz de surpreender, que está sempre em movimento, que se preocupa com a novidade, que prioriza o amor.
Essas características encontramos na figura do papa Francisco que a cada dia nos surpreende com seu modo jovem de ser e agir.
Segundo o Papa atualmente existem duas categorias de excluídos: os velhos e os jovens.
Em relação aos jovens, ele diz que se os adultos quiserem falar com os jovens, que caminhem com eles, mas alerta que não queiram ser seus professores ou mestres, pois eles não gostam de ser comandados; gostam, sim, de ser ouvidos.
Ele coloca muita esperança nos jovens, pois eles são de fundamental importância para o futuro da humanidade.
Realmente nós também depositamos esperança nos jovens, porém, o mundo também necessita de jovens como o Papa Francisco que aos 81 anos continua a nos surpreender; a nos mostrar caminhos de esperança e estimula-nos a viver com muita alegria e amor.
Prova disso são seus últimos escritos, como a Exortação “Alegrai-vos e Exultai” na qual trata sobre a nova visão de santidade.
Ele convida-nos a criar uma nova cultura a respeito da santidade e conclama-nos a buscá-la através de simples gestos cotidianos, como uma saudação carinhosa, um abraço solidário, um sorriso gratuito, um aperto de mão fraterno, uma palavra de conforto, ou até cumprir tarefas normais do dia a dia com ternura e e dedicação.
Francisco surpreende ainda ao falar que gosta de ver a santidade no povo paciente de Deus: “nos pais que criam seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas.
Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade ‘ao pé da porta’.” A santidade que é « o rosto mais belo da Igreja”.
Encontramos também a juventude nas palavras do seu livro com o título: “Deus é jovem” no qual ele diz que os jovens são profetas com asas; são fortes graças à sua singularidade, suas diferenças e sua aparente fraqueza.
Ele diz: “os jovens são profetas que voam mais longe, que voam sobretudo para levar a mensagem de paz, de esperança e de amor nessa sociedade triste e desesperançada”.
Com certeza precisamos muito desses profetas com asas de esperança, de ternura, de solidariedade, para levar a novidade do amor de Cristo particularmente aos outros jovens.
Felizmente temos como nosso Pastor esse homem maduro, mas de ideias jovens que compreende mais do que ninguém o seu rebanho; que se preocupa com a humanidade, que dá bons exemplos, que nos oriente para uma caminhada de santidade.
Eis em nosso cenário, o Papa com mais de 80 anos, com um coração que pulsa alegria e uma mente brilhante a nos ajudar na busca do caminho da santidade, do Reino de Deus.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 01/06/2018


Mulheres protagonistas
Celebraremos, mais uma vez, o dia internacional da mulher e nada mais providencial que lhes dizer que na atual situação da sociedade, elas são chamadas a viver um momento especial de protagonismo, pois a cada dia sentimos a dor da violência, seja da violência física brutal, seja da violência ética e moral que invadem nossas casas, nossas cidades e a sociedade em geral.
Estamos assustados com a violência que parece não ter mais limites, e é, justamente, dentro deste contexto, que a mulher, aquela que sempre foi e continua sendo o símbolo e a encarnação da expressão maior da ternura, do amor e da paz, deve se insurgir para ajudar a mudar a fisionomia do mundo.
Sim, creio que hoje ninguém melhor que a mulher será capaz de nos ajudar a criar um novo tipo de sociedade, a partir da família, onde ela continua exercendo um papel preponderante e decisivo na formação da personalidade dos indivíduos.
É a essa mulher que dedico esta mensagem.
Benditas as mulheres que, apesar dos desafios, assumem seu protagonismo na manutenção dos valores fundamentais na família e na sociedade.
Benditas as mulheres protagonistas que não têm medo de ser contraste numa sociedade líquida e volátil.
Benditas as mulheres corajosas que enfrentam os preconceitos e as discriminações sem jamais esmorecer.
Benditas as mulheres protagonistas que sabem expressar a ternura, o carinho e o acolhimento onde domina o virtual e a técnica.
Benditas as mulheres promotoras da fé coerente que a manifestam com gestos e atitudes concretas.
Benditas as mulheres atuantes em todos os setores de nossa sociedade que usam a palavra orientadora como caminho do entendimento.
Benditas as mulheres que se dedicam aos enfermos, aos idosos, aos pequeninos, aos machucados, aos tristes, aos desanimados, aos desvalidos e aos esquecidos.
Benditas as mulheres protagonistas em nossas comunidades religiosas, em nossas comunidades paroquiais, em nossas associações, creches e asilos.
Benditas as mulheres protagonistas na promoção do diálogo, da tolerância, do amor e da firmeza da verdade.
Benditas as mulheres de todas as profissões desde as mais humildes às mais sofisticadas, mas que as exercem com igual dignidade.
Quero assim, no dia internacional da mulher, bendizer a Deus pela exigência, pela presença e pelas ações deste ser maravilhoso que dignifica nossos ambientes, fazendo-os mais habitáveis e humanos.
Quero também agradecer a Deus pela presença das mulheres generosas, corajosas e dignas que se dedicam para as famílias que delas tanto necessitam e pedir a Ele que cumule de muitos bens, de muita saúde, de muita paz e de muitas bênçãos essas criaturas, anjos de carne e sangue, mas de alma imensurável.
A vocês mulheres deste tempo, a minha homenagem e gratidão, com desejos de que tenham vida longa para que possam sempre ser protagonistas do amor, da união e da paz.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 11/05/2018


Maio mês de ternura e de protagonismo
O mês de maio é especial. Tornou-se simbólico pelas belas flores, pelo mês das noivas e dos casamentos, no entanto, o mais importante é ser o mês da ternura e do protagonismo da mulher, pois nele celebramos o dia da figura que representa, encarna e reproduz, de forma mais excelente, essas qualidades. Essa mulher é a mãe.
Sem sombra de dúvidas, a mãe é quem melhor traduz e concretiza no dia a dia, na família, a ternura, uma vez que ela é capaz de se doar inteiramente aos filhos, de abdicar de tudo em favor deles. Sua sensibilidade, seu carinho e seu amor fazem dela um ser especial.
Além disso, ela é o símbolo da ternura pela capacidade de resistência, pela bravura em conservar vivos os valores da simplicidade, do diálogo, da paciência e do respeito. Quem é capaz de igualar-se a ela na simplicidade, na humildade no trato das coisas do dia a dia? Reconhecemos a grandeza de sua ternura, de modo especial, a partir dos pequenos gestos no cotidiano de nossa vida.
Oh, mãe, neste dia dedicado a ti, queremos expressar nossa admiração e carinho pela tua imensa dedicação, desvelo e fidelidade ao cumprimento da tua missão tão nobre e divina, embora árdua e desafiadora, especialmente, nos dias atuais.
Sim, mãe, numa sociedade desestruturada e doente, na qual vive o ser humano também desestruturado e corrompido, muito precisamos de ti, para que nos ajude na nossa regeneração. Só assim poderemos voltar a sermos harmoniosos e felizes.
Maio é também mês do protagonismo das mulheres nesta sociedade violenta, desarticulada, desunida, carente de valores sólidos e duradouros.
Hoje nossas valorosas mulheres são desafiadas a serem protagonistas de uma nova sociedade, de uma nova cultura, a cultura da paz, da verdade e do amor, a exemplo da Virgem Maria, a mulher que protagonizou, em seu tempo, uma verdadeira revolução na vida de seu povo, usando as armas do amor. E aí também está presente a mulher-mãe.
As mulheres de hoje são, pois, convidadas a assumirem o seu papel de protagonistas mais uma vez, pois já o fizeram tantas vezes na história: o protagonismo da cultura do acolhimento, da verdade, da simplicidade e da valorização do humano e pessoal.
A vocês mulheres-mães, dotadas de esperanças, de alegrias, mas também de angústias e dúvidas, pois são de carne e osso, neste dia das mães, nós as reverenciamos e pedimos: não desistam, precisamos de sua presença, de sua força e de sua palavra.
Mãe, aceita que te façamos um pedido: continua a nos falar de Deus. Insiste no valor da fé. Não tenhas medo de nos colocar limites e de nos desafiar a buscarmos sempre o melhor, o nobre e o justo. Atrevemo-nos a pedir mais, que ores por nós, seus filhos, todos os dias, e coloca-nos nas mãos de Deus, tu que sabes fazê-lo com maestria.
Mãe, Podes contar com o nosso afeto! com nosso beijo de reverência, gratidão e amor filial.
Pe. Xiko, SAC

Publicação: Em 06/05/2018


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